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Safra de algodão terá maior custo da história em Mato Grosso

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A safra 2016/2017 de algodão em Mato Grosso será a mais cara da história. A estimativa é de que serão necessários R$ 9,275 mil para cultivar 1 hectare, cuja produtividade esperada é de 269,8 arrobas/ha. O valor é 14,45% superior ao que foi gasto na temporada 2015/2016, quando o custo era de R$ 8,104 mil. O vilão da história é o desequilíbrio cambial que pressionou os preços dos insumos ao longo de 2016, principalmente no período no qual as fazendas começavam a se preparar para o atual ciclo.

Apesar do valor exacerbado, os cotonicultores já garantiram a remuneração equivalente ao custo no mercado futuro, com mais de 50% da produção desta temporada já comercializada em algumas regiões, conforme apontam os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O vice-presidente interino da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Alexandre Schenkel, afirma que é preocupante o custo elevado da produção, mas que a experiência dos produtores levou a negociações antecipadas dos preços, garantindo a comercialização no mercado futuro.

Apesar do custo elevado, a estimativa do Imea é que aumente em 10,76% a produção de algodão em pluma na atual temporada, passando das 889,913 mil toneladas da safra 2015/2016 para 985,657 mil toneladas na safra 2016/2017, que começou a ser plantada em 15 de dezembro de 2016. Também é esperada uma produtividade 12,96% maior no atual ciclo, com 110 arroba/ha ante o índice de 97 arroba/ha da safra passada. “A safra anterior teve a janela de plantio prejudicada porque houve atrasos no plantio da soja. Isso foi determinante para os produtores que plantam algodão na 2ª safra, após a colheita da soja”, explica Alexandre Schenkel.

Para a atual temporada, o vice-presidente da Ampa diz que há boas perspectivas de plantio, já que a semeadura começou dentro do prazo ideal e seguirá até 15 de fevereiro, quando encerra a janela de plantio. A janela de plantio de algodão obedece principalmente ao ciclo das chuvas, que é determinante para a qualidade da produção. Isso porque, a algodoeira tem um bom desempenho de produtividade quando recebe muita chuva na fase desenvolvimento, mas perde a qualidade se houver chuva na fase de pluma.

De acordo com Schenkel que até o momento, o plantio está sendo dentro da condição padrão na maior parte do Estado, mas que há em microrregiões, a incidência de estiagem, nada que levante preocupação generalizada.

Fonte: A Gazeta (foto: assessoria/arquivo)

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