O dólar encerrou em baixa nesta segunda-feira pela segunda sessão consecutiva, a R$ 2,238, com o predomínio de ingresso de recursos no mercado.
O nono leilão de compra de dólares pelo BC em outubro não foi suficiente para conter o declínio da moeda norte-americana, que terminou o dia em queda de 0,31%. O dólar chegou a reduzir a baixa depois da operação, mas em seguida perdeu força. O BC adquiriu dólares a R$ 2,236.
“O mercado esperava que ele fosse comprar no R$ 2,35, mas ele tomou no R$ 2,36 e o mercado deu uma rápida corrigida”, explicou o operador de câmbio de uma corretora nacional. “Ele aceitou 25 propostas de 17 bancos e por isso puxou (para cima) um pouco.”
Logo após o leilão o dólar desacelerou a queda para 0,22%, a R$ 2,240, na máxima do dia.
Alguns analistas acreditavam que o BC ficaria de fora do mercado nesta sessão já que o volume de negócios no dia foi mais fraco.
“O mercado no aguardo do Copom está em banho maria, o fluxo está fraco”, explicou o diretor de câmbio de um banco nacional, que pediu para não ser identificado.
Ainda assim, a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares, ressaltou que mesmo com o volume menor, os ingressos de recursos continuam predominando.
“A liquidez continua farta, continua sobrando dólar no mercado… mas o movimento está mais fraco hoje por conta da espera pelo Copom e de uma definição melhor lá fora”, explicou ela.
Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária do BC divulga sua decisão sobre a taxa básica de juros e a expectativa do mercado é de que haja mais um corte.
No front externo, o dia positivo para os títulos da dívida externa brasileira e o declínio do risco Brasil favoreceram a valorização do real. Mas os investidores monitoram o movimento dos Treasuries.
Na semana passada, o avanço do rendimento pago pelos Treasuries afetou os mercados emergentes. O receio era de que a subida da inflação nos Estados Unidos fizesse com que o aperto monetário no país se prolongasse.
A divulgação do índice de preços ao Consumidor norte-americano amenizou as preocupações e nesta semana, os investidores estarão atentos ao Índice de Preços ao Produtor do país.


