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Governo fecha ano com recorde de 7,6% na arrecadação de impostos

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Mesmo com a extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e com o agravamento da crise econômica, o governo federal registrou recorde na arrecadação em 2008. Segundo números divulgados há pouco pela Receita Federal, as receitas da União somaram R$ 701,403 bilhões no ano passado. Levando em conta a inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), esse valor é 7,68% a mais que os R$ 651,371 bilhões obtidos em 2007.

Apesar do recorde para o ano, a crise econômica internacional fez a arrecadação federal ter a segunda queda mensal consecutiva em dezembro. Segundo números divulgados há pouco pela Receita Federal, as receitas da União somaram R$ 66,229 bilhões no último mês.

A quantia é 4,71% menor que a registrada no mesmo mês de 2007, também levando em conta a variação do IPCA. Em novembro, a arrecadação também havia caído na comparação com o mesmo mês do ano anterior pela primeira vez desde 2004.

Em dezembro, segundo a Receita, contribuíram para a desaceleração na arrecadação o menor recolhimento de tributos que dependem da renda e do lucro, além de impostos que foram reduzidos após o agravamento da crise.

O Imposto de Renda das entidades financeiras, afetadas pela queda na Bolsa, caiu 63,43% em dezembro de 2008 na comparação com dezembro de 2007. As instituições financeiras também pagaram à União menos Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), cujas receitas caíram 24,27%.

O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos caiu 54,61% em dezembro, também em relação a dezembro de 2007. No mês passado, o governo reduziu as alíquotas do imposto na compra de veículos produzidos no país. O objetivo foi estimular as vendas de automóveis, que estavam em queda por causa da retração no crédito.

A desaceleração da economia provocada pelo agravamento da crise fez a arrecadação perder força ao longo do ano. Em janeiro de 2008, a Receita havia arrecadado 20,02% a mais que no mesmo mês de 2007. Nos meses seguintes, o crescimento em relação ao acumulado do ano anterior desacelerou para 10%, até encerrar dezembro em apenas 7,68%.

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