O levantamento feito pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência, e a Cultura (UNESCO), em parceria com a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou que Mato Grosso está com índice médio de vulnerabilidade juvenil à violência.
A pesquisa ocorreu nos 27 estados e 304 municípios com mais de 100 mil habitantes em quatro dimensões: violência entre os jovens, frequência à escola e situação de emprego, pobreza no município e desigualdade.
Consta no comparativo que o Estado apesentou 0,399 de desigualdade racial. Enquanto Alagoas (0,489), Ceará (0,487), Pará (0,471), Pernambuco (0,455), Roraima (0,454), Maranhão (0,450), Amapá (0,448), Paraíba (0,442), Sergipe (0,440), Amazonas (0,435), Piauí (0,427) e Bahia (0,400) lideram com alta vulnerabilidade. Já taxa de homicídios entre jovens brancos e negros em Mato Grosso é 31,9% e 84%, respetivamente.
A pesquisa também apontou que o risco relativo de um jovem negro ser vítima de homicídio em relação a um jovem branco em Mato Grosso é de 2,6%. Já as regiões da Paraíba (8,9%), Amapá (11,9%) e Alagoas (12,7%) os dados são alarmantes.
Os estados que estão em alerta com índice de violência e desigualdade racial são Alagoas (0,489), Ceará (0,487), Pará (0,471), Pernambuco (0,455), Roraima (0,454), Maranhão (0,450), Amapá (0,448), Paraíba (0,442), Sergipe (0,440), Amazonas (0,435), Piauí (0,427) e Bahia (0,400).
A violência atinge especialmente jovens negros do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos. Dados do Atlas da Violência 2017 (IPEA, FBSP) mostram que mais da metade das 59.080 pessoas mortas por homicídios em 2015 eram jovens (31.264, equivalentes a 54,1%), das quais 71% negras (pretas e pardas) e 92% do sexo masculino. Além de grave violação aos direitos humanos, a violência impede que parte significativa dos jovens brasileiros tenha uma vida plena e revela uma inesgotável fonte de perda de talentos para o desenvolvimento do país.
O Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência agrega dados relativos às dimensões consideradas chave na determinação da vulnerabilidade dos jovens à violência, tais como taxa de frequência à escola, escolaridade, inserção no mercado de trabalho, taxa de mortalidade por homicídios e por acidentes de trânsito. Ele serve como norteador das políticas públicas de juventude, parcela da população mais afetada pela violência no Brasil.


