
O soltado foi morto com pelo menos quatro tiros, no portão da residência dele, no Distrito de União do Norte, a cerca de 80 quilômetros de Peixoto de Azevedo, na última segunda-feira à noite. De acordo com o boletim de ocorrência, os disparos foram feitos com uma pistola calibre 380 e atingiram a cabeça e o abdômen do policial que acabou falecendo ainda no local.
A Polícia Civil autuou, em flagrante, por crime de homicídio qualificado, a mulher dele, de 23 anos. Inicialmente ela informou que ambos foram abordados por uma pessoa baixa, gorda, vestindo roupas escuras. Depois, mudou a versão e contou que eram duas pessoas e que inclusive teria subtraindo os aparelhos celulares, tanto seu quanto do companheiro. No entanto, o celular da vítima foi encontrado próximo ao muro da residência.
O delegado de Polícia Civil, Israel Pirangi Santos, disse que houve muita divergência nas versões apresentadas e que não há sinais de luta corporal, apesar de a mulher informar que teria ocorrido.
Conforme o delegado, um dos disparos foi encostado e teria ocorrido no momento que a vítima estava agachada, soltando o cachorro da casa. Também há informações de discussão do casal horas antes.
De acordo com a assessoria da Polícia Civil, outro ponto que contribuiu para convicção da autuação foi o fato da mulher costumar portar a arma da vítima, em sua bolsa, como no momento do crime. Outro motivo é o fato da vítima estar embriagada e trajando bermuda e não ter notícias de que houve movimentação de motos no local ou latidos de cachorros.
No dia do crime, além da mulher, um homem também foi conduzido à delegacia. Porém não houve elementos para presumir eventual participação dele na morte do policial.
O caso continua sendo investigado.


