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Sessenta detentos estão em isolamento após confirmação de casos de tuberculose em presídio de Cuiabá

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Sessenta detentos da maior unidade prisional de Mato Grosso, a Penitenciária Central do Estado (PCE), foram diagnosticados com tuberculose e parte está em isolamento. Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado (Sindspen) relaciona o alto número à superlotação existente no presídio, enquanto Secretaria de Estado de Justiça e Direito Humanos (Sejudh) frisa que todos estão passando pelo tratamento conforme estipulado pelo Ministério da Saúde (MS).

Presidente do Sindspen, João Batista ressaltou que o número de casos da doença pode aumentar, uma vez que está sendo feito um laudo clínico de cada detento e este ainda não foi finalizado. Conforme o sindicalista, as celas da unidade, construídas para abrigar 8 reeducandos, têm em média cinco vezes mais, o que colabora para a proliferação da tuberculose. “Temos de 35 a 40presos em uma cela. Todos nós sabemos que ambientes sem circulação de ar e com grande concentração de pessoas potencializa a bactéria transmissora da doença. Neste caso, até mesmo os agentes estão expostos à contaminação”. Ainda segundo Batista, o Estado não disponibiliza equipamentos individuais para a proteção dos agentes que lidam diretamente com os reeducandos.

A Sejudh diz que os presos diagnosticados com a doença ficam em local isolado, inicialmente por 15 dias, assim que recebem o diagnóstico, período fundamental, pois é nesse estágio que pode ocorrer a transmissão.

Todos os protocolos médicos para atendimento ao paciente com esse tipo de patologia são seguidos, inclusive com acompanhamento de pneumologista. São realizados os exames necessários, assim como a notificação obrigatória no Sistema Nacional de Agravos, do MS. Os agentes que têm contato com presos doentes são orientados ao uso de máscara cirúrgica e luvas.

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