
O presidente da OAB Sinop acrescentou que "isso demanda sensibilidade por parte do magistrado e também que o crime permita um liberdade. Não é tão simples assim. Não é só começar as audiências de custódia que a população do Ferrugem vá diminuir. Acreditamos que vá reduzir o número de entradas no Ferrugem porque o juiz no momento em que se entrevista com o preso, antes de decretar a preventiva, é possível que veja que não se trata de um delinquente reiterado, perigoso, violento e aí faça a opção de o colocar em liberdade, em vez de encarcerá-lo”, finalizou.
A audiência de custódia é o instrumento processual que determina que todo preso em flagrante deve ser levado à presença da autoridade judicial, no prazo de 24 horas, para que avalie a legalidade e necessidade de manutenção da prisão.
O presídio Ferrugem ainda vive com a superlotação, mesmo tendo passado neste ano, por mutirão carcerário realizado Conselho Nacional de Justiça, em parceria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O diretor do presídio João Batista Alves Borba, confirmou que a unidade prisional está, atualmente, com 842 detentos. Desse total, 347 são condenados e 495 são provisórios. A capacidade 'original' do presídio é para 326 detentos.


