

Ao ser interrogado, o suspeito permaneceu calado. A mulher dele, no entanto, contou que, no dia do homicídio, o acusado a chamou para acompanhá-lo em um lugar. Segundo ela, ao chegar no campo de futebol, o réu se aproximou de Gerson “perguntando se era ele que tinha armado sua morte”. A testemunha relatou que a vítima respondeu “negativamente”, contudo, o acusado começou a atirar. Após o crime, os dois fugiram e se esconderam em uma chácara, onde foram presos meses depois.
Durante decisão de pronúncia, a juíza Rosângela Zacarkim destacou que “há fortes indícios de que o acusado teria praticado o crime por motivo torpe, consistente no sentimento de vingança, por supostamente acreditar que a vítima teria ‘armado’ para matá-lo. Ainda, com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que, supostamente, teria agido de inopino, sacando uma arma e atirando contra a vítima, sem que esta pudesse esboçar qualquer reação”.
O suspeito está preso, no Ferrugem. Perante aos jurados, ele responderá por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.


