PUBLICIDADE

Conselho de Ética aprova mais uma vez o relatório que pede a cassação de José Dirceu

PUBLICIDADE

O Conselho de Ética da Câmara aprovou nesta sexta-feira o relatório do processo contra o deputado e ex-ministro José Dirceu (PT-SP), por quebra de decoro parlamentar e envolvimento no escândalo do “mensalão”. O placar da votação foi de 13 a 1. O único voto favorável a Dirceu foi da deputada Ângela Guadagnin (PT-SP).

O Conselho já havia votado o processo contra José Dirceu, com placar de 13 a 1 pela cassação – também com voto contrário de Guadagnin.

Contudo, uma decisão liminar do STF (Supremo Tribunal Federal) anulou a sessão e invalidou a votação, por considerar que o relatório de Júlio Delgado (PSB-MG) tinha informações sobre a quebra do sigilo bancário e telefônico de Dirceu obtidas de forma irregular. Delgado enviou novo parecer, suprimindo essas informações e repetindo sua posição, favorável à cassação.

Formado em Direito pela PUC-SP, José Dirceu militou no movimento estudantil durante a ditadura militar, quando foi preso e exilado. De volta ao Brasil, foi eleito deputado estadual de 1987 a 1991, deputado federal de 1991 a 1995, de 1999 a 2003, e reeleito em 2003, sempre pelo Partido dos Trabalhadores. No início de 2003, licenciou-se do mandato na Câmara para tornar-se ministro da Casa Civil do governo Lula, cargo que ocupou até junho de 2005.Leia mais:
Agora, o processo deve ser votado pelo plenário da casa. Segundo o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), a votação deve ocorrer no dia 23. Basta a maioria simples para que Dirceu seja cassado ou não.

Antes da votação desta sexta, o Conselho de Ética aprovou requerimento do deputado Cezar Schirmer (PMDB-RS) que pede a manutenção da data original de votação em plenário. A data original era 9 de novembro. Schirmer argumentou que, escolhido o dia 23, a defesa de Dirceu pode tentar anular todo o processo. O relator Delgado também defendeu, em seu pronunciamento, que a votação seja no dia 9.

O advogado de Dirceu, José Luís Oliveira Lima, disse antes da votação que as atitudes da defesa não foram “protelatórias”, mas “parte do processo democrático” e uma tentativa de garantir o amplo direito de defesa.

No próximo dia 9, o plenário da Câmara vai apreciar o processo contra o deputado Sandro Mabel (PL-GO). Nesta semana, o Conselho de Ética aprovou, por unanimidade, o pedido de arquivamento do processo contra o parlamentar. O Conselho ainda tem 11 processos para analisar.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Ex-governador de Mato Grosso diz que aliados levaram “nocaute” com prisão de Bolsonaro

Presidente de honra do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em...

Lançada licitação para construir túnel em rodovia entre Cuiabá e Chapada; R$ 54 milhões

A secretaria estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra) publicou...

Governo de MT paga servidores e injeta mais de R$ 800 milhões na economia

Os servidores públicos do governo de Mato Grosso recebem...
PUBLICIDADE