
Esta pessoa seria Marco Garcia, que alugava a sala que o grupo se reunia para realizar as transações ilegais. A versão relatava em depoimento ao MPE, segundo a testemunha, foi contada por Ronilson Bezerra, suspeito de liderar o grupo que fraudava o ISS.
A testemunha também disse que Ronilson visitava frequentemente o ex-secretário de governo e hoje vereador Antonio Donato (PT). Os encontros seriam para tomar cerveja e repassar dinheiro de propina. Mesmo sem a comprovação dos fatos, Donato pediu afastamento da secretaria de governo depois que seu nome foi envolvido no escândalo. A testemunha não apresentou nenhuma prova das acusações que fez. Até o momento, as investigações não envolvem o ex-prefeito Gilberto Kassab.
O auditor fiscal Ronilson Bezerra e a empresa que realiza as inspeções veiculares negaram as acusações citadas na reportagem. O vereador Antônio Donato classificou a denúncia como absurda e sem fundamento. Disse ainda que é uma história inventada para desviar o foco das investigações que ele sempre apoiou.
O ex-prefeito Gilberto Kassab afirmou que o conteúdo da denúncia é falso e fantasioso, e que foi ele que abriu investigação contra os fiscais. O ex-prefeito repudiou as tentativas – que ele chama de sórdidas – de envolver o nome dele em suspeitas de irregularidades com o objetivo de atingir sua imagem e honra. Kassab disse ainda que não tem contato algum com Marco Garcia e que vai recorrer à justiça.
Marco Garcia, por sua vez, declarou, por meio do advogado, que não tem contato com Kassab, e que a acusação de que ele teria ajudado a retirar dinheiro do apartamento do ex-prefeito é absurda.
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