PUBLICIDADE

Sinop: OAB diz que IPTU subiu acima do ‘pactuado’ e não descarta acionar prefeitura na justiça

PUBLICIDADE

O secretário de Finanças do município, Teodoro Lopes, o “Doia”, vai se reunir com várias entidades na prefeitura para explicar os aumentos no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A convocação partiu da comissão de Finanças, Orçamentos e Fiscalização da câmara, que atendeu a  pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional de Sinop.

O presidente Felipe Guerra, disse ao Só Notícias que, aparentemente, o pacto firmado entre entidades e prefeitura durante as discussões do código tributário municipal, no ano passado, foi violado. “Quando começaram as negociações, o prefeito Juarez Costa (PMDB), afirmou que atualizaria os valores venais dos imóveis, que é a base de cálculo do IPTU. Se ele faz atualização da planta baixa, os aumentos seriam muito superiores ao que constavam no código, que previa 20% em 2015 e 2016, e mais 10% em 2017. Este era o aumento real. Acontece que, depois de avalizarmos o código e chegarmos a um acordo, fomos surpreendidos por um aumento superior ao pactuado”, explicou.

Guerra também disse que as entidades, que participarão da reunião, estão cientes dos aumentos e estes têm afetado várias classes sociais. “É do pobre ao rico. A gente quer saber o motivo dessa diferença, antes de ir para o enfrentamento. Se ficar certo que o pacto foi violado, aí as entidades vão buscar as medidas judiciais cabíveis”, apontou.

A reunião na prefeitura foi confirmada, ao Só Notícias, pelo presidente da comissão na câmara, Fernando Brandão (SOL).

Conforme Só Notícias já informou, muitos moradores de Sinop estão criticando e cobrando explicações da prefeitura sobre os aumento, uma  vez que os reajustes foram aplicados no valor venal do imóvel e no valor venal da construção. Quando a prefeitura fez o projeto, ano passado, foi duramente criticada por várias entidades, então, recuou nos percentuais de reajuste e previu que o aumento máximo seria de 20% na maioria dos bairros, e 5% em bairros sociais (onde a renda da população é menor), não está se confirmando.

O dono de um terreno de 600 metros quadrados, sem qualquer benfeitoria, como asfalto e calçada, e pagou R$ 248,48 no ano passado, afirmou, ao Só Notícias, que teve um “susto” quando recebeu a cobrança. O valor chegou a R$ 1.195,05. Correção de 381%. Os valores chegaram ao patamar apontado, conforme consta carnê de cobrança, porque a prefeitura aplicou o reajuste no valor venal do terreno (29%), no valor da construção (412%) e do imóvel em si (309%).

Outra reclamação foi de uma moradora do bairro Violetas. Em uma área de 307 metros quadrados, o reajuste foi de 46%, passando de R$ 369,31, em 2014, para R$ 539,79, este ano, mais de 46%. No Jardim Jacarandás, o IPTU cobrado ano passado de uma residência de alvenaria foi R$ 352. Agora, saltou 43% e foi para R$ 465. No setor residencial Norte, a cobrança de uma casa de madeira, que ano passado foi R$ 300 este ano pulou para R$ 399, o que representa 33% a mais. O IPTU de um lote baldio, no Jardim Maringá, subiu 27,5%. Em 2014 a prefeitura cobrou R$ 1,4 mil e, este ano, subiu para R$ 1,8 mil. As criticas não são só dos moradores.

 

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Nova Mutum investe R$ 92 milhões a mais que o mínimo estabelecido na saúde pública

A prefeitura destinou 24,67% da arrecadação total, no último...

Principal avenida de Cuiabá será parcialmente interditada para obras do BRT

Trechos da Avenida Historiador Rubens de Mendonça, conhecida como...

Projeto para novo viaduto em Sorriso deverá ser protocolado na ANTT em 30 dias

A prefeitura de Sorriso detalhou hoje os trâmites técnicos...
PUBLICIDADE