O recente levantamento do Projeto Custo de Produção Agropecuário Mato Grosso (Senar/Imea), feito em agosto passado, aponta que o custeio do milho da safra 26/27 foi estimado em R$ 3.780/hectare, alta de 0,05% frente a julho e de 13,89% ante a safra 2025/26. Apesar da relativa estabilidade mensal, o avanço anual do custeio ainda reflete os patamares mais elevados dos principais insumos da cultura, em um cenário de volatilidade no mercado internacional de fertilizantes, informa o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, no boletim semanal do milho.
Entre os principais componentes, os defensivos apresentaram o maior aumento anual de 23,37%, para R$ 910,23/hectare, seguidos pelas sementes e pelos fertilizantes e corretivos, ambos com alta de 9,08%, para R$ 848,08/ha e R$ 1.550,94/ha, respectivamente. Juntos, esses três grupos representam 87,53% do custeio. O Custo Operacional Efetivo (COE) foi estimado em R$ 5.507,85/hectare, alta de 14,60% ante a safra 25/26, enquanto o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.378,56/ha, avanço de 9,70% em relação a à safra passada, mantendo as margens do produtor pressionadas diante do avanço dos custos.
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