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Após 19 anos, homem é condenado por matar trabalhador por engano em Mato Grosso; corpo nunca foi encontrado

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

O tribunal do júri de Várzea Grande julgou hoje um suspeito de matar William Batista Luz, em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, os jurados acataram a tese do Ministério Público e consideraram Antônio Wilson Ribeiro culpado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ele foi sentenciado a 13 anos de reclusão.

O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência. Em 9 de maio de 2007, a vítima retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.

Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto. Seu corpo jamais foi localizado. A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.

A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito. Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.

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