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Confinamento de gado em Mato Grosso sobe 43%

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Só Notícias (foto: Luan Felipe/assessoria)

Os pecuaristas em Mato Grosso devem confinar 1,33 milhão de bovinos até o final do ano, alta de 43,41% em relação ao volume consolidado no ano passado, quando foram 928,67 mil cabeças. A estimativa consta no 2° levantamento de intenções de confinamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) desta semana e mostra a expectativa de avanço da atividade, mesmo com um cenário de custos e preços exigindo cautela dos fazendeiros.

Em julho, 56,47% dos entrevistados afirmaram que pretendem confinar, enquanto 38,82% disseram que não devem utilizar o sistema e 4,71% ainda estavam indecisos. De acordo com o Imea, um dos principais pontos observados foi o comportamento dos custos da alimentação. Na comparação com a média de 2025, o preço do milho foi para R$ 44,39, recuo de 13,86% por saca. Também houve redução nas cotações do caroço de algodão (-24,18%), do DDG (-15,60%) e do farelo de soja (-2,47%).

Apesar dessa queda nos principais insumos, a diária média do confinamento no Estado subiu para R$ 13,62 por cabeça, alta de 3,54% em relação a abril e de 3,57% ante 2025. Segundo o Imea, o movimento está relacionado principalmente à valorização dos animais de reposição.

O novo levantamento também mostra que o preço do bezerro de 12 meses aumentou 13,06% na comparação anual. Ainda assim, o abate das fêmeas recuou 17,11% em julho, sinalizando um movimento de retenção de matrizes e contribuindo para a menor disponibilidade de animais para reposição.

O estudo feito pelo instituto também mostra que esse cenário afetou a relação de troca. Em julho, eram necessários cerca de 2,16 bezerros para a compra de um boi gordo, uma queda de 6,09% em relação à relação registrada em 2025. Na prática, o pecuarista precisa de uma quantidade maior de capital para formar o lote que será levado ao confinamento, informa a assessoria.

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