O Corpo de Bombeiros combateu, ontem, cinco incêndios florestais em Nova Santa Helena, Paranatinga, Novo São Joaquim, Rosário Oeste e Juara. As equipes também realizam o monitoramento de focos de calor decorrentes de queimadas ilegais em dois municípios do Estado.
Os bombeiros atuam em um incêndio florestal que atinge uma área de assentamento localizada na divisa entre os municípios de Marcelândia, Cláudia e Nova Santa Helena. Apesar de grande parte do incêndio estar concentrada em uma área federal, as equipes trabalham de forma ininterrupta para evitar que as chamas avancem para novas áreas estaduais e para extinguir os focos ativos.
A operação conta com o emprego de viaturas, aeronaves, brigadistas, equipes da Força Nacional e maquinário cedido por produtores rurais da região, reforçando as ações de combate ao incêndio. Até o momento, as aeronaves empregadas na operação já lançaram 21 mil litros de água sobre os focos do incêndio. As ações também contam com o apoio de equipes de fiscalização, em razão das recentes prisões em flagrante por crimes ambientais registradas na área.
Além disso, o Corpo de Bombeiros mantém o combate a um incêndio em Paranatinga, nas proximidades do Rio Ronuro, e nos municípios de Novo São Joaquim, Rosário Oeste e Juara. Em todas as ocorrências, as operações são conduzidas de forma estratégica, com foco no combate direto às chamas, no monitoramento das áreas atingidas e na proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente.
As ações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar, da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, que atuam de forma integrada, sempre que necessário, reforçando a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.
Em Mato Grosso, foram registrados 137 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).
Desse total, 79 focos de calor foram registrados no bioma Cerrado e 56 na Amazônia e dois no Pantanal. Em terras indígenas, foram identificados 50 focos, distribuídos da seguinte forma: 16 na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; 12 na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em General Carneiro; cinco no Parque Indígena do Xingu, em Paranatinga; cinco na Terra Indígena Pequizal do Naruvôtu, em Gaúcha do Norte; três na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré; três na Terra Indígena Ubawawe, em Santo Antônio do Leste; dois na Terra Indígena Merure, em Barra do Garças; dois na Terra Indígena Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; um na Terra Indígena Marechal Rondon, em Paranatinga; e um na Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças.
O foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.


