O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em decisão assinada hoje após a defesa reiterar o pedido para que ele permanecesse em prisão domiciliar.
O prazo inicial de 90 dias expirou na última quinta-feira (25). Durante esse período, Bolsonaro cumpriu as regras impostas por Moraes. Nas últimas semanas, porém, a defesa informou que o ex-presidente voltou a apresentar crises de soluço e pediu a realização de novos exames.
Conforme determinação do ministro, Bolsonaro permaneceu proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indireta, inclusive por intermédio de terceiros. Relatórios da Polícia Militar do Distrito Federal não apontam descumprimento dessas restrições.
Ao contrário do período em que Bolsonaro esteve sob prisão domiciliar em 2025, desta vez ele não foi visitado por aliados políticos. A limitação foi estabelecida por Moraes ao autorizar a prisão domiciliar humanitária, justificada pela necessidade de prevenir a exposição do ex-presidente a novas enfermidades, considerando sua condição de saúde considerada debilitante.
Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão.
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