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Motorista é condenado por dirigir a mais de 100 km/h e causar acidente com morte de chapeiro em Sinop

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Redação Só Notícias (foto: divulgação)

O motorista apontado como responsável pelo acidente que causou a morte de Cristiano de Oliveira Machado Friguetto, de 31 anos, em setembro de 2022, no centro de Sinop, foi condenado a 2 anos e 4 meses de detenção, em regime aberto, pelo crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor. A decisão é do juiz Mario Augusto Machado, que substituiu a pena privativa de liberdade por duas penas restritivas de direitos. O condenado foi autorizado a recorrer em liberdade.

O acidente ocorreu na madrugada de 15 de setembro de 2022, no cruzamento da avenida dos Tarumãs com a avenida das Acácias. Segundo a denúncia do Ministério Público, o condutor, após ingerir bebidas alcoólicas em um bar, conduziu o veículo Volkswagen Virtus branco e, desrespeitando a sinalização de parada obrigatória, adentrou na rotatória em velocidade de 122 km/h. Em seguida, colidiu com a vítima, que trafegava no mesmo sentido em uma motocicleta Honda Biz, em velocidade entre 27 km/h e 46 km/h.

Com o impacto, o Virtus acabou colidindo em um poste. O veículo ficou danificado na parte frontal e lateral, enquanto a moto ficou totalmente destruída. O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou o óbito do motociclista no local. O condutor do Virtus se recusou a fazer o teste de alcoolemia. Segundo conclusão da perícia, se o veículo estivesse na velocidade de pista (60 km/h), ele levaria 2,4 segundos para chegar ao local da colisão, tempo suficiente para que a motocicleta percorresse aproximadamente 18 metros e o acidente não teria ocorrido.

Ao proferir a sentença, o magistrado apontou insuficiência probatória quanto à qualificadora da embriaguez e desclassificou o crime para homicídio culposo na direção de veículo automotor em sua modalidade simples. A pena foi fixada em 2 anos e 4 meses de detenção em regime aberto, com suspensão da habilitação para dirigir por 2 meses e 10 dias.

Cristiano trabalhava como chapeiro em uma lanchonete no município e deixou três filhos. O corpo foi velado e sepultado no dia seguinte em Sinop.

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