
“Sangrei, sofri e lutei porque amo e porque sempre quis honrar e defender a bandeira do país que tanto amo. Não sei do que me desculpar, pois ainda aguardo o resultado dos exames e a análise dos médicos e especialistas que trabalham para revelar a verdade”, escreveu Silva.
“Todos os remédios que tomei desde a minha fratura estão sendo analisados. Busco a verdade tanto quanto todos que se surpreenderam com os resultados divulgados. Em dezoito anos de carreira, nunca tive problemas com exames. Sempre joguei limpo. Nunca fui trapaceiro”, acrescentou.
O brasileiro, que, em 31 de janeiro, venceu Nick Diaz por pontos em Las Vegas na luta que marcou a sua volta ao UFC após mais de um ano afastado por grave lesão, foi pego em dois exames antidopings relacionados ao evento.
No primeiro, realizado em 9 de janeiro – ou seja, três semanas antes do combate -, o lutador testou positivo para a substância anabolizante drostanolona. Depois, ele passou ileso por um exame feito em 19 de janeiro, mas foi novamente pego em teste feito no dia 31 – minutos depois da luta -, por uso de benzodiazepina.
Uma audiência foi marcada pelo UFC na última quarta-feira, mas Anderson Silva não compareceu. Ele acabou suspenso temporariamente até ser julgado pela Comissão Atlética de Nevada, e a sua vitória no combate com Nick Diaz deve ser alterada para "No Contest" (sem resultado).
Apesar de tudo isto, o brasileiro se mostrou ansioso por provar logo a sua inocência no caso. “Nunca usei qualquer substância para aumentar minha performance nas lutas. Acho injusta a pressa que alguns têm em me condenar. Sou o maior interessado no esclarecimento desse episódio. Quero que os que sempre me prestigiaram saibam que continuo lutando para que todas as sombras sobre esse triste episódio sejam dissipadas”, decretou.


