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Comerciante é assassinado a tiros em Sinop

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Só Notícias/Guilherme Araújo (foto: Só Notícias/Fabiano Marques e reprodução - atualizado 17h44)

A ocorrência de latrocínio foi registrada, há pouco, numa empresa de coleta e processamento de sucatas, no bairro Jardim das Palmeiras. A Polícia Militar confirmou que o dono, identificado como Sebastião Moreira Nepomuceno, de 63 anos, acabou sendo atingido por disparos de arma de fogo e veio a óbito no local.

O comandante da PM, tenente-coronel Juliano Paulo de Athayde, detalhou ao Só Notícias que, por volta das 14h15, foram acionados para “um roubo em andamento, chegando no local, presenciamos apenas o corpo da vítima e, pelos levantamentos preliminares, das câmeras que tem aqui”, foram identificadas “duas pessoas (criminosos) jovens de aproximadamente 30 anos”.

A suspeita inicial, segundo a PM, é de que a vítima teria reagido à ação criminosa. “Ele abordou os meliantes pela janela, eles pularam ali, houve uma luta corporal inicialmente, seguida pelo disparo”. Em seguida, os acusados teriam se apropriado de uma arma de fogo do comerciante e fugido numa motocicleta de cor cinza. “As diligências continuam, a Força Tática, o Grupo de Apoio (GAP) e a guarnição ordinária estão atuando”, “há informações de que a moto ainda teria sido trocada por um veículo”, concluiu o tenente-coronel.

No boletim da Polícia Civil um diarista, que prestava serviços para Tião, descreveu que estava nos fundos da casa (anexa a empresa) e “ouviu gritos” para acudi-lo e quando foi em direção ao barracão “logo foi abordado por um dos suspeitos”. As câmeras registraram um envolvido no crime usando capacete, camiseta vermelha” e portando objeto “que seria arma de fogo” corria atrás do diarista entrando em luta corporal com ele e ameaçando que, se gritasse “ele morreria”. O homem ficou com escoriações no corpo. Em seguida, o criminoso que estava abordando o comerciante gritou para que o comparsa fosse até ele e, então, largou o diarista e foi ao barracão. Quando o diarista “chegou próximo do barracão para entrar, ele ouviu os disparos”.

A Polícia Civil também descreve que “pessoas que conheciam a vítima e conversavam informalmente próximo ao local do crime, após o fato, diziam que ele trocou um cheque no valor de R$ 78 mil. Porém, ao perguntar isso para a filha de Sebastião”, disse ” desconhecer tal informação”.

Conforme a perita criminal Camila Souza, da Politec, as análises na cena do crime indicam que “houve ao menos um disparo de arma de fogo, na região craniana”.

O comerciante residia em Sinop há mais de 26 anos.

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