A juíza Cristhiane Trombini Puia Baggio marcou para o dia 8 de julho o júri popular o homem de 31 anos apontado como responsável por um acidente que causou a morte de quatro pessoas em Alta Floresta (300 quilômetros de Sinop). A colisão causou as mortes de Jacinto Faquinello, de 50 anos, Elizandra Aparecida de Freitas, de 34 anos e das crianças, J.V.S, 7 anos (filho) e N.G. B.F de 9 anos (sobrinha).
Só Notícias apurou que o suspeito será julgado por homicídio simples, por quatro vezes. Em agosto de 2023, o juiz Alexandre Sócrates Mendes, que determinou o júri popular, também decidiu manter o réu na cadeia.
“Diante do exposto, resta evidente que o acusado Valdir, em tese, pode ter assumido o risco de produzir o resultado morte, a uma porque elementos coletados dos autos apontam que este consumiu bebida alcóolica antes de tomar a direção de seu veículo, a duas porque resta incontroverso que fez uma ultrapassagem indevida, ao final de uma subida, e em trecho de faixa contínua nos dois sentidos. Diante deste cenário, o veículo do réu colidiu de frente com o veículo das vítimas, que faleceram no local, bem como lesionando sua companheira, ocupante do seu veículo”, afirmou o magistrado, na ocasião.
O suspeito foi preso pela Polícia Civil, em Sinop, em janeiro de 2023. O acusado estava foragido desde outubro do ano passado, quando a Justiça decretou novamente a prisão após ele descumprir diversas medidas cautelares e ter perdido recurso de habeas corpus. O delegado de Alta Floresta, Thiago Berger, explicou, na ocasião, que diversas diligências foram feitas na região e em cidades vizinhas para localização do acusado.
O acidente ocorreu em 3 de maio de 2020, na rodovia MT-208, que liga Alta Floresta a Paranaíta. A camionete conduzida pelo acusado, um modelo VW Amarok bateu de frente com o carro da família, um Renault Sandero. Segundo a denúncia, ao realizar uma ultrapassagem proibida, o condutor acabou colidindo com o carro da família que vinha em sentido contrário, causando a morte dos quatro passageiros.
O suspeito foi preso em flagrante, mas, durante a pandemia, foi posto em liberdade, mediante o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares, como recolhimento domiciliar no período noturno. Contudo, ele continuou a frequentar festas e a consumir bebida alcoólica, sendo flagrado bebendo em estabelecimentos comerciais da cidade no período noturno, o que caracterizou o descumprimento das medidas cautelares impostas pela Justiça. A Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi decretada e cumprida no dia 15 de julho de 2022.
Meses depois, ele foi posto em liberdade mediante uma decisão liminar concedida em habeas corpus. Posteriormente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso julgou o mérito do habeas corpus, cassou a decisão liminar e foi expedido novo mandado de prisão.
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