Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) aprovaram, em assembleia realizada nesta terça-feira, a adesão à greve nacional da categoria. A paralisação terá início na próxima segunda-feira (13), conforme deliberação da categoria.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado de Mato Grosso (SINTUF-MT), quase 400 técnicos votaram pela adesão ao movimento, que já está em curso em outras regiões do país desde 23 de fevereiro. A entidade também representa técnicos da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). “Por ampla maioria, a greve foi aprovada e ela se inicia no dia 13 de abril”, informou a entidade em comunicado.
A greve nacional é coordenada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra Sindical). A categoria reivindica o cumprimento de acordos firmados ao final da greve nacional realizada em 2024. Entre as principais demandas estão a regulamentação da jornada de trabalho igualitária, a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), avanço na racionalização dos cargos da carreira e reposicionamento dos aposentados.
No ano passado, o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) enviou ao Senado Federal um projeto de lei para acatar o acordo firmado em 2024. O texto foi aprovado no Congresso em março deste ano e aguarda sanção presidencial. No entanto, segundo a Fasubra, a proposta não atende todas as demandas da categoria, pois teria criado critérios restritivos e excludentes que dificultam o acesso dos trabalhadores ao benefício do RSC, uma gratificação que poderia representar ganhos salariais entre 5% e 23%.
A diretoria do Sintuf informou que comunicará à gestão superior da universidade sobre a adesão à greve, respeitando o prazo legal de 72 horas. No dia 10 de abril, às 9h, haverá uma reunião no sindicato para organizar o Comando Local de Greve. Os nomes dos membros serão ratificados em assembleia no dia 13, mesma data do início da paralisação. A primeira atividade após a assembleia será uma caravana a Brasília, nos dias 15 e 16 de abril. Atualmente, cerca de 50% da categoria está paralisada em diferentes regiões do país, como Minas Gerais, Bahia e Paraná, e ainda não há perspectiva de encerramento do movimento.
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