O governo Lula fez articulação intensa, 6ª, exonerando o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que é senador licenciado, para evitar a aprovação do relatório da CPMI do escândalo do INSS que terminou, sem relatório final, rejeitado por 19 votos a 12. Com a saída do ministério, Favaro reassumiu o mandato apenas para “tirar” da CPMI a mato-grossense Margareth Buzetti, primeira suplente, que é oposição a Lula. Com a articulação, o governo ganhou um voto para derrubar o relatório já que, no lugar da mato-grossense, entrou o primeiro suplente senador Beto Faro (PT-PA) e, consequentemente, derrubou o voto de Buzetti que seria pela aprovação. “O ministro Fávaro acabou de ser exonerado para votar no meu lugar. O governo deve estar com muito medo do seu relatório, digníssimo relator, que está tendo detalhes”. “Ele é o titular da pasta, a cadeira é dele, mas a gente merece o mínimo de respeito… É muito bom ser mulher”, declarou Margareth Buzetti ao deixar a CPMI.


