PUBLICIDADE

Relatório constata gasto médio anual de R$ 615 mil por unidade do CRAS em Mato Grosso

PUBLICIDADE
Só Notícias/Guilherme Araújo (foto: Só Notícias/arquivo)

Um levantamento inédito da Coordenadoria de Vigilância Socioassistencial do Estado, voltado aos custos para a manutenção dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) nos municípios e com foco em áreas como recursos humanos, infraestrutura física, logística e insumos básicos, constatou uma estimativa média de até R$ 51 mil em despesas mensais (cerca de R$ 615 mil por ano) para o funcionamento geral. Os dados contaram com a participação de 161 unidades (81% do total inscrito no CadSUAS) em análise.

Dentre os indicadores de papel crítico, o pagamento de profissionais qualificados representa a maior parcela mensal, totalizando R$ 34,71 mil, seguido pelos custos com a manutenção e combustível de veículos exclusivos (R$ 4,32 mil), aluguel de 17 unidades que não funcionam em instalações próprias (R$ 3,97 mil), materiais de expediente (R$ 3,68 mil), consumo elétrico (R$ 3,6 mil) e hídrico (R$ 862,53).

Quanto aos desafios relacionados à gestão financeira e estrutural dos referidos órgãos, os dados apontaram para disparidades regionais, como custos variando significativamente entre os portes populacionais, com as unidades de pequeno porte I e II. Dentre as possibilidades levantadas estão as condições locais, infraestrutura deficiente, distâncias maiores, preços mais elevados de insumos, entre outros pontos.

Ainda dentre as unidades de estrutura reduzida, foram identificados déficits operacionais, indicando a necessidade de estratégias para otimizar o uso de recursos, como adoção de práticas sustentáveis, eficiência energética e maior controle logístico. Outro ponto evidenciado na pesquisa foram as lacunas profissionais, como a ausência de perfis técnicos nas áreas de psicologia e assistência social.

Por fim, também houve a confirmação de barreiras no processo de coleta de dados, com a falta de representatividade em categorias como o custo com aluguel, devido ao baixo número de unidades que reportaram essas despesas. A coordenadoria ressaltou que o panorama geral visa subsidiar o planejamento estratégico e a tomada de decisões por parte dos municípios, bem como da gestão estadual, garantindo o planejamento financeiro criterioso, aliado a investimentos direcionados e à promoção da sustentabilidade financeira.

Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

PUBLICIDADE