quinta-feira, 12/fevereiro/2026
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Os resultados positivos da vida

Wilson Carlos Fuah - escritor, cronista e observador atento da vida política e social de Mato Grosso, é graduado em Ciências Econômica - [email protected]
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Cada um de nós é construtor particular do próprio destino. Às vezes não escolhemos o melhor caminho, seja por opção ou por falta dela. As oportunidades nem sempre são iguais para todos, mas a sorte costuma acompanhar aqueles que trabalham diariamente em busca da evolução intelectual, material e espiritual.

Nem sempre somos o que projetamos ou o que desejamos ser. Mesmo diante de todas as barreiras, é preciso saber que a vida é bela. Devemos viver o presente da melhor forma possível. O importante é compreender que a vida é formada por vários estágios de aprendizado rumo à eternidade.

Muitos se decepcionam ao seguir caminhos duvidosos e esquecem que, para ser feliz, é preciso libertar-se de certas amarras. Não o fazem por falta de coragem ou pelo medo do desconhecido. No entanto, durante nossa vida, Deus nos concede o dispositivo interior que aciona o sistema de apuração entre o certo e o errado. A felicidade de uns, às vezes, pode ser a tristeza de outros. Bom seria se a felicidade pudesse sempre ser dividida, pois viver na solidão é uma das maiores formas de egoísmo — o resultado individual não se completa em si mesmo.

O amor só pode ser partilhado com quem deseja recebê-lo. Mesmo sendo, para muitos, o maior presente de Deus, não podemos obrigar ninguém a aceitá-lo. Ainda assim, é a única coisa que, quanto mais se dá e se recebe, mais cresce, mais faz bem — e cujo consumo não provoca efeitos colaterais.

Muitos acreditam que cuidar do lado espiritual é isolar-se. Ao contrário: as descobertas trazem consigo a necessidade de compartilhar. Quando menos percebemos, estamos rodeados de pessoas e jamais sozinhos, pois a certeza é que nunca seremos verdadeiramente felizes na solidão.

Às vezes, quando alguém me pede ajuda, não sinto a força do seu desejo e, sem perceber, acabo esquecendo. Talvez eu sinta a necessidade de que a pessoa me cobre, para ter a certeza do que realmente ela quer ou precisa.

A vida nos testa seguidamente, e as provas nos avaliam após cada enfrentamento. Às vezes somos autores; outras vezes, apenas atores. Em nossas transparências refletem-se nossos valores morais e éticos. Mas, verdadeiramente, só seremos julgados ao final da conclusão de nossas obras, sabendo que aqueles que constroem jamais serão esquecidos.

Muitos preferem permanecer na zona de conforto. Escolhem o sossego do vazio, mesmo que suas vidas sigam sem sentido. Optam pela inação e, por isso, no livro da vida não deixam registros — vivem a eterna síndrome da página em branco. Talvez não saibam que, em todos os estágios da vida, tiramos lições valiosas.

Às vezes surgem situações que exigem toda a nossa força de vontade para superá-las e demonstrar a nós mesmos que somos capazes de ultrapassar limites. Vencer nossos defeitos, nossos falsos valores e assimilar princípios mais justos é a parte mais nobre da existência, pois faz parte do nosso aprendizado.

Em nossas vidas existem vários caminhos para uma única decisão e um único resultado, que pode ser positivo ou negativo. Às vezes a vida pode até sair do eixo, mas existem forças superiores prontas a nos socorrer quando o propósito é nobre.

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