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Polícia faz megaoperação ‘Cartório Central’ com 471 mandados em Mato Grosso

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Redação Só Notícias (fotos: assessoria)

A Polícia Civil deflagrou, hoje, a megaoperação, Cartório Central, e está cumprindo 471 mandados, sendo 225 de prisões preventivas, 225 de buscas e apreensões domiciliares e 21 bloqueios e indisponibilidades de valores, com foco na desarticulação de uma facção criminosa de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem e controle territorial, em Primavera do Leste e região. As ordens judiciais são cumpridas em diversas cidades de Mato Grosso e também em Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Acre e São Paulo.

A operação tem como principais objetivos desarticular a estrutura da facção criminosa, identificar e responsabilizar seus integrantes, além de interromper o fluxo financeiro ilícito e reduzir o poder de atuação do grupo na região. As investigações foram conduzidas pela delegacia de Primavera do Leste, iniciadas há pouco mais de um ano e que, segundo a polícia, permitiram identificar a existência de uma organização criminosa, com divisão de funções, hierarquia interna, controle financeiro e logística própria, responsável por coordenar atividades ilícitas no município e na região.

De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma estruturada, mantendo um sistema próprio de arrecadação de valores, repasses financeiros e cobrança de dívidas ilícitas, além da organização do comércio de entorpecentes e da imposição de regras internas, com indícios de envolvimento em crimes como extorsão, tráfico de drogas, lavagem de capitais e associação criminosa.

Também foram identificadas movimentações financeiras compatíveis com a prática de lavagem de capitais, demonstrando que os valores oriundos do tráfico eram utilizados não apenas para a aquisição de entorpecentes, mas para a realização de empréstimos informais a terceiros, especialmente comerciantes locais, com a finalidade de mascarar a origem ilícita dos recursos. Segundo a polícia, o mecanismo utilizado pela facção se enquadra no crime de usura pecuniária, que tipifica a cobrança de juros ou comissões sobre dívidas em dinheiro superiores ao limite legal, informa a assessoria da Polícia Civil.

O esquema era supervisionado por membros de maior escalão, identificados como responsáveis externos pelo financiamento ilegal. Conforme os investigadores, as cobranças contavam com o respaldo do “quadro de disciplina” da facção, que articulava represálias e até sequestros contra agiotas independentes.

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