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Empresário alvo de operação em Lucas do Rio Verde é preso enquanto jogava pôquer em São Paulo

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Só Notícias/Kelvin Ramirez (fotos: reprodução e Bruno Zambon/arquivo)

A delegada Paula Moreira, da Polícia Civil de Lucas do Rio Verde, confirmou ao Só Notícias a prisão do empresário Leandro Zavodini, alvo da operação Ignis Justiça, que desmantelou um esquema sofisticado de furto de energia, corrupção, estelionato (adulteração do sistema de medidor), fraude processual e corrupção. O cumprimento de mandado ocorreu ontem à noite em um hotel em São Paulo, enquanto o empresário jogava pôquer.

A prisão foi resultado de uma operação integrada entre a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e o grupo GARRA da Polícia Civil de São Paulo. Após o cumprimento de mandado, ele foi conduzido à delegacia de Polícia Civil de São Paulo.

Conforme a investigação, o esquema envolve o empresário de Lucas do Rio Verde e empresas ligadas a ele dentro e fora do município. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, contra quatro investigados. Além do empresário, o esquema envolvia um engenheiro, um ex-funcionário da concessionária de energia, que segundo a polícia, “atuava na manipulação profissional dos sistemas”.

Segundo a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) a investigação técnica e minuciosa já vinha sendo realizada há meses. As investigações apontaram que o grupo criminoso estruturou um sistema altamente elaborado para burlar o consumo real de energia de empresas que possuem grande movimentação financeira. Entre os envolvidos estava o engenheiro eletricista, responsável pela parte técnica das alterações ilegais, um ex-funcionário terceirizado da concessionária de energia, que usava acesso privilegiado para facilitar as fraudes, e o empresário responsável pelas empresas onde ocorriam os furtos.

Durante a apuração dos fatos, foi constatado que o crime foi cometido em continuidade delitiva, ou seja, se estendeu por um período prolongado e não em um único ato isolado. Desta forma, o faturamento que deveria retornar à concessionária e à população estava sendo desviado em benefício privado, alimentando o esquema criminoso, apontou a Polícia Civil.

Segundo a delegada responsável, Paula Moreira Barbosa, o dinheiro que deveria fortalecer o sistema energético estava sendo drenado para financiar irregularidades dentro dessas empresas. “Não é um furto simples. Estamos diante de um crime altamente profissionalizado que gera impacto econômico milionário. Agora, com a materialização completa das provas, seguimos para aprofundar a investigação e identificar possíveis ramificações desse esquema”, destacou a delegada.

“É um crime grave, que prejudica a concessionária, a população e gera perdas gigantescas. A Polícia Civil continuará firme no combate a esse tipo de fraude”, finalizou a delegada.

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