segunda-feira, 9/fevereiro/2026
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Fávaro reafirma compromisso do governo em não taxar commodities

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O vice-governador Carlos Fávaro (PSD) reafirmou o compromisso do governo de Mato Grosso de não taxar a exportação de produtos de origem agropecuária. Fávaro esteve presente em Ipiranga do Norte, ontem à tarde, nas comemorações de dez anos do movimento Grito do Ipiranga. Recebido por lideranças políticas e pelo prefeito do município, Pedro Ferronatto, o vice-governador também participou da inauguração de obras.

“Não existe nenhuma intenção do governo do Estado de taxar a produção de Mato Grosso. Isso seria matar a galinha dos ovos de ouro. Há quem queira promover essa discussão e é legítimo, mas o governo não aceita e não irá fazer”, esclareceu Fávaro para os presentes na ocasião.

Ele conta que esta é uma das três grandes pautas elencadas como prioritárias pelo movimento Grito do Ipiranga, que gerou um dos maiores protestos do setor produtivo brasileiro, em 2006. O compromisso de não taxar os commodities também já foi externado anteriormente pelo governador Pedro Taques há 15 dias, em Campo Novo do Parecis, comentou o vice-governador.

Com o objetivo de melhorar a malha rodoviária de Mato Grosso, Fávaro conta que os recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), tributação que onera o setor produtivo, desde 2015, estão sendo 100% gastos na construção e recuperação de rodovias. Só em 2016 serão 40 milhões de reais arrecadados e utilizados em estradas.

“Investir em Infraestrutura e logística é uma determinação do governador Pedro Taques. Não estamos investindo só os recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação). Apesar de toda a crise que o Brasil passa, no ano de 2015 foram investidos 590 milhões de reais em infraestrutura, lembrando que o Fethab arrecada 375 milhões”.

Ele afirma que apesar dos esforços, Mato Grosso ainda tem a pior malha rodoviária do Brasil. Fávaro garante que o Fethab Regional deverá ser amplamente discutido com as entidades de base, com a Assembleia Legislativa e não será implementado sem a devida aprovação dos produtores rurais em audiências públicas. “Quanto os produtores estão dispostos a pagar para fazer obra na sua região, e quais são as obras prioritárias, é nisso que será pautada a discussão. O dinheiro não vai para Cuiabá ou para o governo escolher o que faz, o dinheiro fica numa conta específica da Região para ser gasto de acordo com o Conselho do Fethab, que já foi reconstituído”, esclarece.

Temporariamente à frente da pasta de Meio Ambiente estadual, ele reitera que o governo deve apresentar em breve à sociedade um licenciamento ambiental rápido, eficiente, para que quem precisar regularizar os seus empreendimentos e propriedade não seja injustiçado, e possa andar dentro da Lei.

“Também vou deixar muito claro a vocês, vou ser implacável ao crime ambiental. Está tatuado na minha testa que eu sou produtor, e tenho orgulho disso. O desmatamento legal é legítimo, e o ilegal será combatido”.

Há dez anos, Fávaro participou ativamente do Grito do Ipiranga, movimento que deixou a cidade de Ipiranga do Norte e o norte de Mato Grosso isolados do restante do estado e do país por vários dias, quando os produtores bloquearam parcialmente a BR-163. De todos os legados do grito do Ipiranga, Fávaro avaliou que o maior deles foi a união da classe e o fortalecimento das instituições representativas, que geraram e prosperaram grandes líderes.

“Depois daqueles 60 dias que fiquei à beira da rodovia, não seria mais um cidadão que ficaria reclamando, botando a culpa das minhas insatisfações e incompetências no governo, e passaria a me dedicar cada vez mais o meu tempo ao bem comum, e pela causa do agronegócio. Se esta causa ganhasse corpo, ganhasse resultado, certamente os meus problemas seriam resolvidos”. 

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