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Definidos membros da CPI que vai investigar prefeito de Cuiabá suspeito de receber mensalinho

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O presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Justino Malheiros, homologou a resolução que nomeia os dois vereadores da base para compor Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a fim de investigar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB). A resolução está no Diário Oficial que circulou hoje.

Foram escolhidos, durante reunião do colégio de líderes realizada ontem, o vereador Adevair Cabral (PSDB) como relator e Mário Nadaf (PV) como membro da CPI, ambos da base aliada do prefeito. Além deles, o vereador Marcelo Bussiki (PSB) assume como presidente, por ter apresentado o requerimento de abertura da comissão.

Segundo a resolução, a CPI terá como função investigar o vídeo em que o prefeito aparece recebendo maços de dinheiro e colocando no paletó. O dinheiro seria supostamente um "mensalinho" pago pelo ex-governador Silval Barbosa para obter apoio de Emanuel enquanto deputado estadual. O vídeo faz parte da delação premiada do ex-governador, já homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux.

Além disso, a CPI vai investigar a suposta prática de condutas de obstrução de justiça que teriam sido realizadas pelo prefeito e pelo ex-secretário Alan Zanata, responsável por gravar Sílvio Corrêa, ex-chefe de gabinete de Silval.

No áudio, Zanata especula sobre o vídeo em que Emanuel Pinheiro aparece recebendo dinheiro das mãos de Sílvio Correa em uma aparente tentativa de modificar o contexto em que as imagens foram gravadas. O áudio foi encontrado pela Polícia Federal, durante a Operação Malebolge, na casa do prefeito.

Agora, com a publicação da resolução, será agendada a primeira reunião da CPI, que poderá  contar também com a participação dos interessados, de acordo com o presidente da comissão. “Faremos um cronograma de como será todo nosso trabalho. Queremos garantir a transparência e a realização de um trabalho sério”, disse o vereador Bussiki.

Ainda segundo o vereador, está sendo estudada a possibilidade de medida judicial diante da forma como foi conduzida a escolha dos dois outros membros da CPI. Isto porque ambos assinaram o requerimento de CPI após o documento ter sido protocolado com outras 9 assinaturas.  "Está sendo analisada a conveniência de uma medida judicial, porque não queremos prejudicar ou obstar o andamento da CPI”, explicou.

A Comissão parlamentar de Inquérito tem o prazo de 120 dias para conclusão de seus trabalhos, devendo apresentar relatório do mesmo, que será colocado para apreciação do plenário.

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