O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) cumpriu hoje 13 mandados de condução coercitiva e busca e apreensão, todos expedidos pela Vara Especializada do Crime Organizado da capital. As 13 pessoas foram encaminhadas para sede do Gaeco e interrogadas por promotores e delegados de polícia que compõem o grupo.
De acordo com os promotores de Justiça, foi necessária a condução pelo fato de terem sido encontrados indícios de falsidade nos relatórios de atividades das empresas investigadas, conforme se apurou nos documentos apreendidos na primeira fase da operação na Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faesp)
Segundo os promotores, essas empresas teriam sido contratadas pela Fundação para prestar serviço em diversas áreas no Tribunal de Contas do Estado (TCE), Assembleia Legislativa, Prefeitura de Rondonópolis e Secretaria de Estado de Infraestrutura, mas não teriam executado o trabalho, apesar de terem recebido para isso.
A operação visa desarticular uma organização criminosa engendrada para saquear os cofres públicos, notadamente recursos públicos da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso e Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, por intermédio da FAESP (Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual).
Além do crime de constituição de organização criminosa, também há indicativos da prática de peculato, lavagem de capitais e corrupção ativa. Entre os alvos dos mandados estão servidores do Tribunal de Contas e da Assembleia Legislativa, bem como funcionários do Sicoob e Faesp.
Por meio de nota, o Sicoob Central MT/MS afirmou que não compactua com qualquer ação que venha causar dano à sociedade. Ao tomar conhecimento do caso, o Sicoob iniciou uma auditoria interna para apurar se houve qualquer irregularidade para que, juntamente com assessoria jurídica, tome as devidas providencias.
(Atualizada às 17h25)


