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Bancada federal ainda não fechou acordo do remanejamento de emendas da Saúde, diz Galli

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A bancada federal de Mato Grosso está reticente quanto ao pedido do governador Pedro Taques (PSDB) para que as emendas coletivas de R$ 80 milhões que estavam previstas para arcar com a compra de equipamentos do novo Pronto-Socorro de Cuiabá sejam remanejadas para a quitação de dívidas do Estado para a Saúde nos hospitais regionais, filantrópicos e nos municípios.

Segundo o deputado federal Victório Galli (PSC), a maior preocupação dos parlamentares é se haverá dinheiro para garantir o aparelhamento do Pronto-Socorro em Cuiabá depois, caso a verba vá para os hospitais regionais. “Eles estão achando que pela burocracia que existe no poder público para essa compra tem que começar logo essa licitação e, de fato, vai estar pronta para quando de fato o Pronto-Socorro vai ser inaugurado, como está sendo programado, para abril do ano que vem. Então, estão preocupados com isso. Se passar esse dinheiro para o Estado, como é que vão vir os equipamentos depois?”, questionou Galli, hoje, em entrevista à Rádio Capital FM.

De acordo com o deputado, além do governador a bancada também recebeu, semana passada, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), que quer garantido o recurso para o Pronto-Socorro. “Ele prefere que esta emenda seja mantida como está na proposta original, que esse dinheiro venha para o Estado e o Estado possa comprar equipamentos para o Pronto-Socorro”, relatou.

Apesar disso, Galli afirma que tanto Taques quanto Pinheiro acatarão o que for decidido pelos deputados federais e senadores, com base em uma planilha de dados que o governo do Estado deve enviar para eles ainda nesta semana, onde deve contar quais são os gastos que ainda precisam ser liquidados. Até a semana passada, o governo anunciou que já havia pago R$ 110 milhões dos R$ 162 milhões de dívidas somente com os hospitais regionais. “Ele [Emanuel Pinheiro] não se opõe, também está disposto a acatar o que a bancada decidir. O governador também está ciente que as soluções que a bancada tomar, o governador obviamente irá respeitar de forma tranquila”, afirmou o parlamentar. Para sanar essa questão, foi sugerido durante a reunião em Brasília, na semana passada, que a bancada, após direcionar os R$ 80 milhões para o pagamento da dívida do Estado com os hospitais, faça nova solicitação de emendas impositivas para direcionar ao Pronto-Socorro, mas não houve consenso quanto a isso porque alguns dos políticos já fizeram promessas de direcionar esses recursos para suas regiões.

 

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