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Juíza acata denúncia do Ministério Público e Alan Malouf vira réu

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A juíza da Vara Contra o Crime Organizado de Cuiabá, Selma Arruda, recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra o empresário Alan Malouf, sócio-proprietário do Buffet Leila Malouf, e o engenheiro eletricista Edézio Ferreira da Silva. A decisão saiu, esta tarde.

Os dois foram denunciados em dezembro do ano passado durante a terceira fase da operação Rêmora, que apura suposto esquema que teria fraudado diversas licitações na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por meio da exigência de propina aos empresários que compunham o cartel.

Com a decisão, Alan e Edézio passam a responder como réus da ação penal. O empresário é acusado de integrar organização criminosa e de ter praticado corrupção passiva por 19 vezes. Já Edezio Ferreira foi denunciado por integrar a organização que atuava na Seduc. Alan Malouf chegou a ser preso no dia 14 de dezembro, mas foi solto dez dias depois, durante o plantão judiciário.

Ao receber a denúncia, a magistrada afirmou que a acusação feita pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) descreveu, de forma satisfatória, as condutas imputadas a Alan e Edezio, "apontando em cada fato narrado o suporte probatório correspondente".

A magistrada relatou que, de acordo com a a denúncia, os servidores envolvidos no esquema cobravam a propina dos empresários por meio do delator das tratativas, Giovani Guizardi.

Segundo a juíza, o empresário Alan Malouf – como membro do núcleo de liderança da organização – "também teria se beneficiado diretamente da propina arrecadada", uma vez que teria feito a divisão do dinheiro entre os membros do grupo, "além de fazer as articulações necessárias para o desenvolvimento dos esquemas criminosos engendrados para cobrar e receber propina".

Outro lado
O advogado Huendel Rolim, responsável pela defesa de Alan Malouf, afirmou que seu cliente ainda não foi notificado acerca do recebimento da denúncia criminal perante a 7ª Vara Criminal de Cuiabá feita pelo Ministério Público Estadual, porém entende que será a oportunidade de apresentar a defesa. “Este é um trâmite processual aguardado para que possamos exercer o contraditório".

A defesa reiterou, também, que Alan Malouf sempre esteve à disposição das autoridades competentes para prestar as informações necessárias, acreditando e confiando  na Justiça.

(Atualizada às 15h45)

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