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Ser livre

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Ser livre representa  ter tempo para viver intensamente as coisas simples  que se amamos, sem se importar com a mensuração da sua dimensão ou do tempo exigido para vivê-las e de certa forma, ainda  devemos estar dispostos a apreciar minuciosamente tudo, até que novas fontes de prazer nos proporcionem novas satisfações para celebrar e comemorar o  “estar vivo”.
                
Ser livre é acima de tudo, manter  um caso de amor com a própria existência, aceitando o passado e o presente como são, enfrentando, compreendendo e desvendando os seus mistérios sem  criar expectativas irreais e dimensionadas sobre o “tempo futuro” que ainda está  por vir, sendo senhor apenas do momento presente.      
               
Não podemos ser senhor ou escravo dos pequenos sonhos, porque senão nossa  visão também  seria muito insignificante, ou seja, com metas medíocres, limitadas, alvos diminutos e obscuros,  estradas estreitas e vazias. Corriqueiramente nos deparamos com  legiões de incapazes, fracos e indecisos frente aos reveses e às Instabilidades da vida, buscando paralisar e alterar o curso da vida com reações e comportamentos impróprios.
             
Ao produzirmos novos projetos, criamos o poder de reinventar a nossa existência, mesmo que  aparentemente, muitas vezes, em curto prazo nossos objetivos possam parecer  sem sentido e inatingíveis.  Desta feita,  não devemos ter medo de interpretar e aceitar  algo que não seja a nossa atual realidade. O importante é continuar sonhando, sentindo  a felicidade da forma que ela se apresenta,  às vezes inconsistentes e momentâneas, mas sempre que  possível devemos estar preparados para aceitar algumas perdas irreparáveis.
        
Não tem preço, alcançar um viver num mundo de satisfação a que muitos chamam encontros com a felicidade, mas, só quem atinge esse estágio tem o apreço pela vida, e transmite na singela aparência a sua mais ampla forma de vivências, distribuindo o valor e dimensão do seu viver.      
           
O importe é estarmos livre para sonhar e caminhar em busca da felicidade, e dos bons dias que se foram, devemos deixar registrado as doces saudades, porque a vida segue, e estar livres para sonhar e pintar os espaços dos nossos dias com as cores que representem definitivamente o amor, o resto deixe para depois.
            
Ninguém está livre das surpresas agradáveis ou desagradáveis, porque fazem parte do estágio da vida daqueles que ousam dar o primeiro passo e não desistem diante do primeiro obstáculo, pequenos problemas podem causar impacto emocional muito grande e uma pequena ofensa pode estragar o dia ou uma semana, depende de como as pessoas administram mal ou bem em forma de críticas ou de rejeições sociais.
       
O importante é estarmos preparados para navegar pelo mundo das emoções, sem perder o sentido da vida e o prazer de viver, porque só nós temos o poder de escolha de novos caminhos e somos os verdadeiros donos das nossas vidas.          
  
Wilson Carlos Fuáh – Economista, Especialista em   Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas em Mato Grosso
[email protected]          

 

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