O Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sindessmat) vai convocar representantes do Ministério Público Estadual, os secretários estadual e municipal de Saúde, a Defensoria Pública, Tribunal de Justiça, Comissões de Saúde da Assembleia Legislativa e da câmara de vereadores para uma reunião de emergência para debater a greve dos técnicos de enfermagem que está afetando o atendimento nos hospitais.
O sindicato aponta que os profissionais não estão cumprindo os 30%, determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho(TRT), nos Pronto-Atendimentos e os 50% nas Unidades de Terapia Intensiva(UTI), percentual que ainda assim não seria suficiente para dar um atendimento adequado à população.
A assessoria do Sindessmat informou que alguns hospitais estão impossibilitados de atender os pacientes que chegam encaminhados do Pronto Atendimento (PA) já que o Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso têm mantido em alguns setores apenas um ou dois técnicos para atender uma média de 250 pacientes por dia. "Não temos condições de atender dessa forma. Colocamos em risco a integridade do paciente e sua vida. Se continuar assim seremos obrigados a fechar os Pronto-atendimentos", disse o diretor do Sindessmat, Fares Hamed Abouzaid Fares.
Em alguns hospitais, apenas 33% dos 50% determinados em UTI tem comparecido ao local de trabalho, fazendo com que os enfermeiros assumam a função dos técnicos de enfermagem, sobrecarregando os profissionais.


