Saúde

Secretaria adota estratégias no combate à dengue no carnaval

A Secretaria Estadual de Saúde (SES), em parceria com as secretarias municipais, vai intensificar o combate a dengue nas cidades onde há maior concentração durante o carnaval. Nos municípios de Nossa Senhora do Livramento, Santo Antonio do Leverger, Poconé e Chapada dos Guimarães foram acordadas ações pactuadas que vão incluir a realização de atividades integradas de prevenção e orientação no combate a dengue e de controle químico, nos festejos carnavalescos.

A recomendação da Secretaria de Estado de Saúde é que, na identificação de qualquer caso suspeito de dengue, a pessoa seja encaminhada para uma unidade básica de Saúde ou uma unidade do programa Saúde da Família para o diagnóstico correto da doença.

O ovo do Aedes aegypti pode sobreviver até 450 dias, ou seja, aproximadamente um ano e dois meses, mesmo que o local onde foi depositado fique seco. Se este local receber água novamente o ovo volta a ficar ativo, podendo se transformar em larva e, depois, em pupa, atingindo a fase adulta dentro de quatro a sete dias. “Por isso é necessário comunicar a Secretaria de Saúde do seu município. Ao contrário do que muitos pensam, a dengue é uma doença perigosa que pode levar à morte, se não forem tomados cuidados necessários e imediatos”, finalizou Oberdan.

O plano de contingência está em execução desde outubro de 2005, porém são necessárias ações macros com o envolvimento das equipes técnicas da Saúde do Estado com as dos municípios, e Secretarias co-responsáveis no envolvimento desta ação como as de Limpeza Urbana, Educação e a sociedade civil organizada.

As Vigilâncias epidemiológicas dos municípios já tomaram todas as medidas necessárias no intuito de evitar a proliferação do mosquito e interromper a cadeia de transmissão, porém o período chuvoso é um fator natural em que o Aedes aegypti se multiplica por causa dos bancos de água limpa e parada que a fêmea escolhe para depositar seus ovos e que ficam, às vezes, fora de visibilidade, os chamados criadouros do mosquito da dengue.

O Estado disponibilizou para todos os municípios o Protocolo de Conduta Terapêutica da dengue, diagnóstico, tratamento e manejo clínico, idealizado pelo Ministério da Saúde e pela Fundação Nacional de Saúde, que é uma abordagem técnica específica para a classe médica e técnicos da Saúde, que orienta a conduta terapêutica adequada para cada situação da dengue clássica à hemorrágica. Os sinais de alerta da dengue, os tipos de exames que devem ser feitos imediatamente, tanto físicos quanto específicos, e a correta conduta terapêutica além dos exames laboratoriais e a prescrição médica e dosagens.

A dengue sendo uma doença urbana e sendo a circulação do mosquito o território urbano, recomenda-se que a população, quando for se dirigir a locais de concentração popular, utilize óleos repelentes e sprays, que não causam qualquer efeito colateral, é o óleo de citronela e de cidreira, encontrado no comércio.

Sintomas – Quando suspeitar da dengue clássica: o primeiro sintoma da dengue é a febre alta, de 39 a 40 graus. A doença dura, em média, de 5 a 7 dias e apresenta dores de cabeça, dores no fundo dos olhos e nas juntas, fraqueza, náuseas, vômitos e manchas vermelhas na pele. Nem sempre estes sintomas aparecem ao mesmo tempo, mas se forem encontradas pessoas com dois ou mais sintomas deve-se avisar imediatamente a uma unidade básica de Saúde. Os primeiros sinais da dengue podem surgir de 3 a 15 dias após a picada do mosquito.

Quando suspeitar da dengue hemorrágica: no início os sintomas são iguais aos da dengue clássica aos quais podem se acrescentar sangramento de gengivas e narinas, fezes escuras (o que indica a presença de sangue), petéquias, que são pontos ou manchas vermelhas ou roxas na pele, dor abdominal (de barriga) intensa e continuada, vômitos freqüentes e tonteira, diminuição de urina e dificuldade para respirar.