A secretaria municipal de Saúde de Lucas do Rio Verde iniciou esta semana a instalação de uma nova estratégia no combate ao mosquito Aedes aegypti, a ovitrampa. O equipamento tem como objetivo identificar áreas com maior nível de infestação e a partir do resultado, planejar ações mais pontuais e eficazes no combate ao mosquito transmissor da dengue, Zika e Chikungunya.
Segundo a coordenadora do Laboratório de Entomologia Simone Caetano, inicialmente, serão instaladas 30 armadilhas, nos bairros com maior índice de infestação do mosquito, Vida Nova, Jardim Amazônia, Pioneiro e Bandeirantes. A ovitrampa é uma armadilha utilizada para atrair a fêmea, incentivando o mosquito a depositar os ovos em um recipiente, que será instalado e recolhido pela equipe de combate a endemias após cinco dias.
“É uma ação simples, mas com um bom resultado. Além de mapear as áreas, com maior índice de infestação, a estratégia também elimina os ovos depositados, evitando a proliferação do mosquito”, explicou a coordenadora.
Na última semana, a equipe de combate a endemias recebeu uma capacitação dos agentes de Sorriso. O município implantou o sistema há quase um ano, com resultados positivos. A supervisora da Vigilância em Saúde de Lucas do Rio Verde, Cláudia Engelmann, ressaltou a importância da população, recebendo os agentes, permitindo a instalação da armadilha e depois o recolhimento.
Em todo o município, serão instalados 260 ovitrampas, em um trabalho que será realizado de forma gradativa. A estratégia não substitui a participação da comunidade, eliminando os criadouros do mosquito. “Além do trabalho do agente, indo de casa em casa, nós teremos mais essa estratégia e a população continua sendo o nosso grande parceiro. A ovitrampa vem para nos auxiliar, a identificar as áreas com maior risco e focar as ações de eliminação do mosquito”, finalizou a supervisora.
A ovitrampa é instalada em um ponto estratégico, definido com base no índice de infestação do mosquito. Trata-se de um pequeno recipiente, onde é colocado um ml de levedo de cerveja, que é o atrativo para o mosquito, e 300 ml de água. A armadilha também contempla uma paleta de eucatex, onde o mosquito bota os ovos. A armadilha permanece no local por cinco dias.
Após o período, o agente de combate a endemias recolhe e leva para o laboratório, onde é realizada a contagem dos ovos.
O resultado é inserido em um aplicativo do Ministério da Saúde, chamada Contaovos. A estratégia possibilita o monitoramento da região e o planejamento de ações mais pontuais e eficazes no combate ao Aedes aegypti.
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