Saúde

Médicos repudiam retaliação ao movimento

A Comissão Estadual de Honorários Médicos de Mato Grosso considera o descredenciamento de três hospitais pelo SesiVida uma retaliação ao movimento dos médicos pela implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). Reunidos em assembléia ontem, 11, os profissionais de Mato Grosso decidiram manter a suspensão do atendimento aos planos de saúde que não assinaram contratos com a categoria. Mesmo depois de 11 dias de atendimento paralisado, apenas a operadora Amil enviou proposta à entidade.

As administradoras de Planos de Saúde da União das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), Bradesco Saúde, Sulamérica Saúde, Golden Cross, Sadia e ISSPL não se manifestaram. A Unidas alega que não aceita alguns pontos colocados pela Comissão Estadual de Honorários Médicos (CEHM). Entre eles estão a multa pelo atraso no pagamento dos procedimentos, multa por glosa indevida, a manutenção da rede credenciada em 1º de julho de 2004 e a própria implantação da CBHPM.

Os profissionais haviam dado prazo até 30 de junho para a assinatura dos contratos de prestação de serviços, contemplando a cobertura do rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a livre negociação com os pacientes dos demais procedimentos que integram a CBHPM, tendo como base os valores da Classificação. No fim do ano passado, a maior parte das operadoras havia aceitado adotar a CBHPM com redutor de 20%. No entanto, a demora para chegar a um acordo com a Unidas e algumas outras operadoras fez com que a categoria optasse pela exigência da implantação da CBHPM plena.

A CEHM, que estuda a implantação da CBHPM, já encaminhou à ANS cópias de documentos pelos quais o SesiVida descredencia, de forma unilateral, a clínica Femina, o Hospital Ortopédico e a Amecor.

Os médicos farão assembléias semanais, possivelmente em hospitais diferentes. A próxima está marcada para o dia 19 de julho. A reunião desta segunda-feira foi realizada no Hospital Santa Rosa.