Saúde

Mato Grosso tem apoio da OMS no combate à tuberculose

O programa de combate à tuberculose no Estado de Mato Grosso, criado pelo Ministério da Saúde e implementado pela Secretaria de Estado de Saúde, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, está produzindo resultados animadores no Estado. Foram alcançados índices de 73,3% de cura total da doença e 6,4% na taxa de abandono do tratamento. A meta, agora, é chegar aos 85% de cura e 5% de taxa de abandono da doença recomendados pelo Ministério da Saúde.

O progresso no combate à tuberculose, no Estado, pode ser creditado a adoção de uma estratégia recomendada pelo Ministério da Saúde e aplicado pioneiramente pela Secretaria de Estado de Saúde : DOT, sigla inglesa que quer dizer Direct Observer Treatment que, em português, se traduz Tratamento Supervisionado. Para verificar o progresso desse programa e realizar avaliação das ações de controle da tuberculose na capital do Estado técnicos do Ministério da Saúde (MS), da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana de Saúde, estão em Cuiabá.

Eles visitarão unidades de Saúde que aplicam o programa como o Centro Estadual de Referencia a Média e Alta Complexidade (Cermac), o MT Laboratório/Lacem, Policlínica do Planalto, Centro de Saúde Escola Grande Terceiro, Centro de Saúde CPA 3 e Secretarias de Estado e Municipal de Saúde.

A coordenadora de Ações Programáticas da Saúde, Áurea Assis Lambert, disse que um dos objetivos da visita “é tratar da ampliação da aplicação do tratamento supervisionado nas unidades de Saúde do Estado sendo que, para isso, se faz necessária uma avaliação do que temos feito até agora, já que o programa está sendo executado em Mato Grosso desde o ano de 1998”.

A diretora de Atenção Básica em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde do município de Cuiabá, Rita Cristina Martins Borges, revelou a extensão da aplicação do programa no município. “Temos, na capital, 30 unidades básicas de Saúde e 29 unidades do Programa Saúde da Família. Em todas elas aplicamos intensivamente o programa de Tratamento Supervisionado no combate à tuberculose”, explicou.

Para Rita Cristina a meta seguida em 2005 foi a da capacitação. “Implementamos ações para capacitar os profissionais de Saúde envolvidos no combate à tuberculose visando o diagnóstico precoce da doença”, comentou. A diretora de Atenção Básica em Saúde disse acreditar ser o diagnóstico precoce da tuberculose uma das técnicas mais importantes no combate à doença. “Porque quanto mais cedo a doença for detectada, tanto mais fácil se torna a cura”, garantiu.

A técnica do tratamento supervisionado envolve a administração dos medicamentos que combatem a doença na presença de alguém, quer essa pessoa seja um agente de Saúde, um parente próximo ou um amigo. “O importante”, lembrou a enfermeira Brasilina Silveira de Faria, que fez a apresentação da Situação Epidemiológica da Tuberculose em Cuiabá para os técnicos da OMS, da OPAS e do MS, “é que alguém esteja presente quando a pessoa toma a medicação, Se isso for feito, em 10 dias de tratamento a pessoa já não transmite mais a doença para outros”.

É nesta fase que se apresenta o maior perigo para o doente com tuberculose. “Ele se sente fortalecido, a tosse acaba e outros sintomas regridem. Aí ele acha que está bom e pára de tomar os medicamentos. Esse abandono do tratamento pode ser fatal”, avisou Rita Cristina. A diretora explicou que, quando o tratamento é interrompido, os bacilos que causam a doença se tornam resistentes à medicação o que pode levar o paciente a morte. Ela lembrou que a forma mais preocupante da doença é justamente a da tuberculose multirresistente, quando a medicação usada no Tratamento Supervisionado não consegue mais a