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Lucas do Rio Verde registrou 92 novos casos de hanseníase no ano passado

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

Lucas do Rio Verde registrou no ano passado 92 novos casos de hanseníase, os dados são da Vigilância em Saúde do município. Na comparação com o ano anterior, a redução foi de cerca de 35%, 48 casos a menos. Em relação ao tratamento, ofertado gratuitamente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o relatório aponta que 93% dos pacientes diagnosticados, em 2024, foram curados.

A supervisora da Atenção Primária à Saúde, Gabrielle Vidal, ressaltou que os resultados positivos refletem o trabalho e a dedicação das equipes das unidades básicas e do Ambulatório de Hanseníase.

No ano passado, a secretaria de Saúde elaborou o Protocolo Municipal de Hanseníase e criou o Ambulatório, específico para o tratamento dos casos mais complexos. “O diagnóstico e todo acompanhamento continuam sendo realizados nas UBSs. Somente os casos que necessitam de mais atenção e que antes eram encaminhados para Cuiabá, agora são atendidos no município”, explicou a supervisora.

O Protocolo tem como objetivo, orientar e direcionar a conduta dos profissionais de saúde. A proposta é trabalhar o diagnóstico precoce, a busca ativa e a importância do tratamento da doença. Segundo a supervisora, atualmente, Lucas do Rio Verde conta com 101 pacientes em acompanhamento, mas estima-se que o número de casos seja maior, devido a falta de diagnóstico.

A hanseníase é uma doença silenciosa, por isso a importância do diagnóstico precoce, para que seja iniciado o tratamento e evitar as complicações e a transmissão. “Aos primeiros sintomas, surgimento de manchas na pele, perda de sensibilidade, procure a sua unidade de saúde. A hanseníase tem cura e tratamento gratuito na rede municipal”, finalizou a supervisora.

Também conhecida como lepra ou Mal de Lázaro, a hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae. A transmissão ocorre por meio de gotículas de saliva ou secreções nasais de uma pessoa não tratada.

O paciente em tratamento ou que já teve alta não transmite mais a doença, nem mesmo por meio do compartilhamento de objetos. A transmissão geralmente requer contato prolongado e frequente com uma pessoa infectada. Entre os principais sintomas estão, o aparecimento de manchas na pele (manchas claras ou avermelhadas), com a perda da sensibilidade em relação ao calor, frio, dor e tato, redução dos pelos e suor e comprometimento dos nervos periféricos.

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