A secretaria de municipal de Saúde inicia na próxima segunda-feira (22), a reorganização do sistema de agendamento dos pacientes, que buscam atendimento nas unidades básicas de saúde. A proposta é destinar 50% dos atendimentos por meio de agendamento e os outros 50% para as demandas livres. O objetivo é que o paciente saia da unidade atendido ou agendado.
O secretário municipal de Saúde, Welligton Souto, explicou que o objetivo é facilitar o acesso da população aos serviços, evitando que os pacientes tenham que chegar antes do horário de abertura da unidade para conseguir atendimento. “O problema não é abrir ou não os portões antes do horário, o que precisamos é fazer com que o sistema de agendamento funcione para que os pacientes sejam atendidos com horário marcado.”
O supervisor da APS, Dr. Giorgio Trentin, ressaltou que a principal mudança no atual sistema é o aumento no número de atendimentos por meio do agendamento. “Hoje, a gente agenda em média 20% das demandas e os pacientes que não conseguiam agendar tinham que voltar no dia seguinte, muitas vezes, antes da abertura da UBS para conseguir uma consulta”, explicou o supervisor.
Segundo o supervisor, o objetivo é deixar claro para o paciente quando ele será atendido, evitando que ele tenha que voltar várias vezes à UBS em busca de uma resposta. Todos os agendamentos serão realizados na recepção das unidades e, no caso das demandas que necessitam de acompanhamento contínuo, também poderão ser realizados com o agente comunitário de saúde (ACS).
“Demandas crônicas, como diabete e hipertensão, terão atendimento agendado, demandas que necessitam de uma resposta rápida serão atendidas no dia e aquelas que não necessitam de uma resposta rápida serão agendadas em até 72 horas”, finalizou o supervisor.
Nesta quinta e sexta-feira, os profissionais participaram de capacitação e também puderam opinar sobre o modelo que será implantado na rede. Lucas do Rio Verde possui, atualmente, 20 UBSs, com 30 equipes de saúde da família, que garantem quase 100% de cobertura na Atenção Primária à Saúde (APS). São mais de 120 mil pessoas cadastradas no sistema.
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