Mato Grosso já totaliza 28% da população infanto-juvenil (pouco mais de 38 mil indivíduos), na faixa etária de 5 a 9 anos, em condições de sobrepeso, obesidade e obesidade mórbida, conforme apurado pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) do governo federal. O relatório do órgão compõe a coleta de dados parciais, entre janeiro e dezembro do ano passado. Na região Norte, Sinop se destaca com 2,5 mil casos de excesso de peso (aumento de 26%), seguida por Lucas do Rio Verde com 668 (26%), Sorriso com 660 (29%), Nova Mutum com 379 (29%) e Colíder com 90 (29%). Já na capital Cuiabá, foram contabilizados 4,4 mil (29%). As diferenças percentuais se devem à relação geral de crianças que residem em cada região e aos registros relatados.
Quanto ao perfil de consumo alimentar no Estado, abrangendo os indicadores de maior risco à saúde, lideram entre as crianças os alimentos ultraprocessados (41%), bebidas adoçadas (28%), biscoitos recheados, doces e guloseimas (25%), macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote e biscoitos salgados (22%) e hambúrgueres ou embutidos (14%).
Por outro lado, os dados compilados pelo SISVAN também revelam que cerca de 90,8 mil (68%) jovens que compreendem o grupo em análise, distribuídos nos 142 municípios de MT, estão com o índice de massa corporal ou IMC adequado para suas respectivas idades. Já uma parcela de 4%, que corresponde a 5,8 mil, se encontra em condições favoráveis à desnutrição.
No último mês, foi apresentado na câmara dos deputados o Projeto de Lei 6274/25, que cria a Política Nacional de Prevenção e Combate à Obesidade, com atenção especial para crianças e adolescentes. O texto estabelece uma série de diretrizes divididas em eixos principais, como o incentivo à alimentação saudável via campanhas educativas, o estímulo à atividade física e o apoio à pesquisa e ao tratamento.
A proposta ainda busca fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) para o atendimento de pessoas com sobrepeso e obesidade, ampliando serviços com nutricionistas, psicólogos e médicos especializados, a oferta gratuita de tratamentos farmacológicos e cirúrgicos para casos de obesidade grave e suporte psicológico focado em distúrbios alimentares, em colaboração com a Secretaria Nacional de Saúde Mental. A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Saúde, e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
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