terça-feira, 21/maio/2024
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Hospitais de Cuiabá estão sem leitos para internações

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Não existem leitos vagos nos hospitais de Cuiabá. A dengue, que ultrapassou 2,2 mil casos esta semana, é a principal causa deste problema que não está só na rede pública. Nem as pessoas que possuem planos de saúde conseguem ser internadas.

No Hospital Santa Rosa, os 128 leitos estão ocupados. A procura aumentou em fevereiro e março, após o retorno das férias. O número de atendimentos no PA ultrapassa 200 por dia. Em fevereiro, chegou a 4.255 e no mesmo mês do ano passado estava em 3.241, aumento de 31,2%.

As internações seguiram o mesmo caminho, de 552 pessoas em fevereiro do ano passado para 563 no mesmo período de 2010. Enquanto todo o mês de março de 2009 teve 664 internações, até o dia 19 deste mês alcançou quase 400 internações. Os pacientes do interior do Estado, principalmente Cáceres, representam até 20% da demanda.

Segundo a coordenadora da Recepção Central e do PA do hospital, Cinthia Valmórbida, a ocupação em massa dos leitos se deve, principalmente, à dengue, mas também é resultado da paralisação do sistema público de saúde com a greve dos médicos e a sobrecarga do Pronto-Socorro do Várzea Grande. "Mas a preocupação agora é com a H1N1. Como estamos entrando no outono, a tendência é ter grande procura da população por causa da doença".

Situação semelhante passa o Hospital Jardim Cuiabá, onde 98% dos 105 leitos estão ocupados. A exceção ontem era apenas as 2 vagas da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. Crianças, adolescentes e adultos estão sem vagas. O coordenador do hospital, Fábio Costa, afirmou que a procura está no "pico". Há pessoas que aguardam horas por uma vaga, que rapidamente é ocupada. "O paciente nem pode fazer a opção por outro serviço, porque outro serviço não tem".

Filha de um paciente, Luciene Vilela de Almeida estava a mais de 6 horas esperando por uma vaga no PA do Jardim Cuiabá, mesmo com plano de saúde. Dolor Vilela, 58, está com dengue. "Meu pai consultou, fizeram a hidratação nele e ainda espera".

Se para os que possuem plano de saúde a situação está complicada, para os que dependem do Sistema Único de Saúde o problema agrava mais ainda. Todos os 75 leitos do Pronto-Socorro de Cuiabá estão lotados.

Neste caso, além da dengue, a atenção é dividida por pessoas com aneurisma, tumor, trombose, problemas cardiológicos e até intervenções cirúrgicas nos acidentes de trânsito. São 39 pessoas internadas por fraturas.

Essa demanda faz com que Francisco Silva, 85, com um nódulo no pulmão, tome soro no box de emergência do pronto-socorro. A companheira dele, Elza Meira, não sabe o que fazer, já que espera mais de 7 horas. Ela deixa várias vezes o enfermo tomando soro sozinho porque fica de um lado para o outro seguindo enfermeiras para tentar garantir a rara vaga.

 

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