O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, foi recertificado pela Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) para continuar o fornecimento de plasma excedente de doações de sangue para fracionamento industrial. O material auxilia a indústria pública a produzir medicamentos para o Sistema Único de Saúde (SUS) utilizados no tratamento de pacientes com hemofilias, deficiências imunológicas, grandes queimaduras, hemorragias e outras condições clínicas.
“Essa qualificação demonstra que o MT Hemocentro atende aos requisitos técnicos e de qualidade necessários para integrar a cadeia nacional de produção de hemoderivados. Com isso, parte do sangue coletado em Mato Grosso retorna na forma de medicamentos destinados aos pacientes do SUS. É a solidariedade da população mato-grossense salvando ainda mais vidas”, avaliou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.
Componente presente no sangue, o plasma é rico em proteínas essenciais que, quando não destinadas ao uso transfusional, podem ser aproveitadas como matéria-prima para a fabricação de medicamentos como albumina, imunoglobulinas e fatores de coagulação VIII e IX.
Conforme o diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo, a participação do Estado na cadeia nacional de produção de medicamentos hemoderivados tem aumentado e representa um importante avanço na gestão do ciclo do sangue. “Além de garantir os hemocomponentes necessários para transfusões, a unidade amplia o aproveitamento das doações realizadas pela população, reduzindo desperdícios e contribuindo para a produção de medicamentos de alto valor terapêutico”, afirmou.
De janeiro a agosto deste ano, o MT Hemocentro enviou 7.872 bolsas de plasma à indústria para serem utilizadas na produção de medicamentos. “Temos sete Unidades de Coleta e Transfusão no Estado em processo de qualificação para o envio de plasma excedente à indústria pública. Elas também participaram, em caráter técnico observacional, da auditoria realizada pela Hemobrás em agosto no MT Hemocentro. Em breve, esperamos que também estejam aptas a enviar o plasma excedente para a fabricação de medicamentos”, concluiu.
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