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Governo de MT prevê economizar R$ 10 milhões/ano com retomada dos transplantes de rins

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O governo do Estado informou, hoje, que prevê economizar aproximadamente R$ 10 milhões por ano com a retomada  dos serviços de transplante renais pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso, que estava paralisada há 10 anos e foi reativada este mês com transplante entre duas irmãs. A secretária adjunta de Controle e Avaliação da secretaria de Saúde, Fabiana Bardi, explicou que o governo é responsável pelo custeio do tratamento e desembolsava valores exorbitantes para atender e garantir a prestação de saúde aos pacientes fora do Estado, o chamado tratamento fora de domicílio (TFD). “Nos últimos anos, o Estado vinha gastando em torno de R$ 22 milhões. Deste total, 50% era exclusivo para atender pacientes da nefrologia. Com a retomada do transplante dentro do Estado, estimamos economia de aproximadamente R$ 10 milhões por ano”, informou.

Em 2019, o custo para enviar pacientes para tratamento fora de Mato Grosso atingiu R$ 18,5 milhões, sendo o terceiro maior valor registrado. Em 2018, foram aproximadamente R$ 16,9 milhões. Já em 2017, alcançou R$ 21,1 milhões.

Ano passado, R$ 1 milhão foram utilizados com ajuda de custo para alimentação de pacientes e acompanhantes.

A coordenadora Estadual de Transplantes, Fabiana Molina, disse que esse custo em 2019 foi para “atender 150 pacientes encaminhados para tratamento pré-transplante”. Mais da metade dos pacientes foi para tratamento renal, pois “em 2019, tivemos que encaminhar 77 pessoas para fora do Estado”.

Com a reativação da oferta do serviço, outro importante benefício é a agilidade do processo para a realização da cirurgia aos pacientes de Mato Grosso. Antes da reativação, todos eles dependiam da disponibilidade do agendamento em perspectiva nacional, gerando um maior tempo de espera. Agora, o tempo de espera é reduzido e a secretaria garante aos pacientes toda a assistência com medicação, consultas e acompanhamento in loco do procedimento até a sua conclusão.

Em Cuiabá, uma equipe de profissionais faz o monitoramento nos hospitais, todos os dias, para orientar e identificar os casos de possíveis mortes encefálicas, condição primária para se validar um doador de órgãos e, quando retirados são destinados aos pacientes que necessitam dos transplantes e que estão aguardando na Lista Única definida pela Central de Transplantes da secretaria, acompanhada pelo Ministério da Saúde.

O transplante renal é realizado por meio de cirurgia de alta complexidade entre doadores. O processo de doação pode ser realizado de dois modos: o doador vivo e o doador falecido. O vivo pode ser qualquer pessoa saudável que concorde com a doação e que seja compatível com o receptor.

Esse doador pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão, conclui a assessoria.

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