Saúde

Casos de dengue e zika diminuem em Mato Grosso e de chikungunya aumentam

Dados epidemiológicos de janeiro a outubro deste ano apontam que alguns Estados apresentam aumento nos casos de dengue, zika e chicungunya em comparação com o mesmo período de 2017. Em Mato Grosso, até o final de outubro, o aumento de casos de chikungunya é de 318%, passando de 3.154 para 13.194. Quanto a zika, houve redução de 72%, passando de 2.063 casos em 2017 para 566 em 2018, com incidência de 16,9 casos/100 mil habitantes. Já em relação à dengue, a redução é de 23%, passando de 8.366 casos ano passado para 6.435.

De acordo com o coordenação da nova campanha que está sendo feita, os agentes de endemias utilizam três técnicas simples, que levam cerca de 10 minutos, para vistoriar casas, apartamentos e espaços abertos. “Os agentes de endemias estão nas ruas vistoriando todos os espaços em todo o país. Contudo, a população pode se empoderar também dessas técnicas e se antecipar à visita dos agentes. Durante os meses que antecedem o verão e ao longo de 2019, o Ministério da Saúde vai fazer o alerta contra o mosquito e ensinar, por meio de vídeos tutoriais, entre outros meios, como são essas técnicas. Além dos 60 mil agentes de endemia, a pasta quer contar com os mais de 200 milhões de brasileiros para serem multiplicadores dessas ações”, destaca o coordenador Divino Martins.

Além do lançamento da campanha, está prevista ainda, para o final de novembro, a divulgação do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), ferramenta utilizada para identificar os locais com focos do mosquito nos municípios. O LIRAa é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas, os gestores podem identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito Aedes Aegypti.

 

 

Redação Só Notícias (foto: assessoria/arquivo)