O Tribunal de Contas de Mato Grosso informou, esta tarde, que apura possíveis irregularidades em contrato emergencial de R$ 14,3 milhões, feito sem licitação pela prefeitura de Várzea Grande, para serviços de limpeza urbana. A prefeita Flávia Moretti foi notificada para enviar explicações ao tribunal que analisará indícios de sobrepreço de 66% e uma série de falhas na contratação da empresa RAMAC. “Quando há indícios de falhas como estas, o tribunal precisa agir com firmeza. Nosso compromisso é garantir que o dinheiro público seja bem aplicado e que de fato chegue onde precisa chegar, que é na população”, disse o presidente do TCE, Sergio Ricardo. O processo revela que a dispensa de licitação prevê pagamento mensal de R$ 2,38 milhões, mais que o dobro do maior valor registrado em contrato firmado anteriormente para a prestação do mesmo serviço, de R$ 1,08 milhão. Mesmo com cerca de 30 trabalhadores a menos, o custo subiu aproximadamente R$ 950 mil por mês, um aumento de 66,25%.


