O ex-governador Pedro Taques depôs, hoje, na CPI DO Crime Organizado, no Senado, apresentou dados de auditoria forense que apontam crescimento DE 2.476% no número de contratos de crédito consignado em Mato Grosso, entre 2022 e 2024, em operações associadas a estruturas financeiras ligadas ao Banco Master. O volume saltou de cerca de 104,8 mil para 2,7 milhões de contratos no período e Mato Grosso passou a operar com margem consignável de até 60%, uma das mais altas do país, patamar apontado como determinante para a ampliação das operações e o avanço do endividamento dos servidores. Taques manifestou que esse cenário se consolidou a partir de 2023, quando a ampliação das margens consignáveis não foi acompanhada de mecanismos efetivos de controle e fiscalização por parte do Estado e a medida abriu espaço para a atuação de instituições financeiras intermediárias, que passaram a operar de forma predatória na oferta de crédito, acumulando milhares de denúncias de práticas irregulares e prejuízos aos servidores. Advogado, Taques representa a Federação dos Servidores Públicos de Mato Grosso e outras seis entidades e depôs na CPI como testemunha.


