A Controladoria Geral do Governo de Mato Grosso fez auditorias em algumas contas que hospitais estão cobrando do governo estadual. Em processos referentes à judicialização da saúde pública, nos últimos dois anos, os auditories descobriram sobrepreços exorbitantes nos procedimentos médicos cobrados por hospitais particulares, em comparação com os valores praticados no mercado dos prestadores de serviços de saúde. Em um processo, por exemplo, um hospital cobrou R$ 169,4 mil do Estado para fazer revascularização miocárdica em um único paciente do SUS. Mas, o procedimento poderia ser feito por R$ 25 mil, segundo a controladoria, com base na tabela de Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos. Foram comprovados super faturamentos de 84,53% e 66,38% em relação aos valores médios praticados no mercado para o mesmo procedimento médico. “Enquanto os recursos aplicados em políticas públicas são destinados ao atendimento da coletividade usuária de serviços de saúde em todo o Estado, os bloqueios judiciais, na maioria das vezes, têm por finalidade o atendimento individualizado de pacientes, não necessariamente carentes, na rede privada de prestadores de serviços de saúde, a um custo infinitamente superior ao praticado no sistema público”, constata a controladoria. Nestes casos o governo tem que jogar duro, exigir ressarcimento (caso as faturas tenham sido pagas) de hospitais, médicos e acioná-los na justiça. Vergonhoso.


