Os vereadores de São José do Rio Claro (110 km de Nova Mutum) cassaram, ontem à noite, por 8 votos a 1, o mandato do prefeito Levi Ribeiro (PL), que está no segundo mandato, sob acusação de irregularidades na atuação do gestor em obras financiadas pelo município e perseguição de servidores públicos. A posse do vice, Tarcísio Garbin (PSB) está prevista para domingo de manhã. Levi pode recorrer a justiça para tentar se manter no cargo.
Com mais de mil páginas no processo, a relatora não conseguiu fazer a leitura da íntegra da documentação, fazendo um resumo e apresentando seis condutas na denúncia. Três foram aceitas pelos vereadores: a utilização indevida de madeira em unidades habitacionais do projeto Kairós, pagamento aditivo de R$ 41,9 mil em obra que constrói uma estátua de Jesus Cristo na entrada da cidade e perseguição a servidores municipais. Foram rejeitadas acusações de suposto uso irregular de veículo público e realização de show com indícios de superfaturamento.
O presidente da câmara publicou decreto legislativo oficializando a cassação do mandato. O documento afirma que o direito à defesa e ao contraditório foi respeitado e que toda a legislação que trata da tramitação de comissões processantes foi respeitada. “Fica cassado o mandato eletivo do senhor Levi Ribeiro do cargo de prefeito municipal de São José do Rio Claro em razão de terem sido julgadas procedentes pelo plenário da Câmara Municipal com o atingimento do quórum qualificado de dois terços dos membros desta casa legislativa”.
Outro lado
O prefeito disse, neste sábado, disse que “estou de consciência tranquila porque não devo nada: ” As coisas vão correr no trâmite normal, na justiça e é isso que nós temos que fazer, provar nossa inocência porque não devo nada”. “Estou de coração tranquilo porque eu sei o que fiz e o que posso fazer”.


