A vereadora Elisa Gomes e o presidente Paulo Florêncio bateram boca, na sessão de sexta-feira, sobre devolução de sobras do duodécimo para a prefeitura.
A vereadora criticou determinadas obras na câmara como a sala de imprensa, argumentando que é usada “uma vez por semana”, a sala de reunião de comissões e principalmente o estacionamento coberto. Elisa chegou a citar que os funcionários do Legislativo estavam sem aumento salarial, mesmo sabendo da entrada de um projeto de autoria da mesa diretora que prevê reposição salarial para os funcionários, informa o Diário News.
A vereadora defendeu devolução de parte do duodécimo para compra de terreno onde seria assentadas famílias sem teto, que estão acampadas em uma área do município.
O presidente Paulo Florêncio rebateu a vereadora. “Um dos primeiros vereadores a reclamar aumento salarial foi a vereadora Elisa e não queria saber se tinha que abaixar o salário dos servidores para aumentar o salário dos vereadores. Foi a primeira a exigir e por força de lei nós tivemos que obedecer”. Quanto ao estacionamento, Florencio disse que Elisa foi a primeira que reclamou que o sol estava danificando a borracha de seu veículo”.
Aos gritos, e com o dedo em riste, Elisa Gomes negava as afirmações de Paulo Florêncio. Após três tentativas de continuar eu pronunciamento, na tribuna, o presidente solicitou uma atitude do vice-presidente, vereador Lau, que imediatamente suspendeu a sessão e convocou os vereadores para uma reunião no gabinete.
O valor do duodécimo mensal repassado para a câmara não foi confirmado. A prefeita Maria Izaura tem sido criticada por vereadores por não resolver problemas de famílias sem teto que aguardam definição de uma área para residirem.


