
A Rota do Oeste venceu a licitação para concessão de exploração comercial, por meio de cobrança de pedágio, nos 850 quilômetros da rodovia federal, entre a divisa de Mato Grosso com Mato Grosso do Sul até o município de Sinop. A empresa ficou responsável pela duplicação de 453,6 quilômetros do trecho compreendido de 850,9 quilômetros da concessão. Até o momento foram duplicados 117 quilômetros dos 453,6 quilômetros prometidos em contrato, ou seja, apenas 25,79% do trecho total.
“Neste momento vemos que é necessário a intervenção de todos os poderes para que não ocorram mais prejuízos aos cidadãos brasileiros que utilizam desta importante rodovia para trafegar e transportar produtos suas mercadorias, consoante a proporcionar requisitos mínimos de segurança e conforto aos usuários”, disse o vereador por meio da assessoria.
Em nota encaminhada ao Só Notícias, a Rota do Oeste informa que o valor da tarifa de pedágio é estabelecido por quilômetro. O valor praticado em cada posto de pedágio é este índice multiplicado pelo total de quilômetros abrangidos por ele. Esta é a forma mais justa, já que estabelece uma cobrança mais próxima da quantidade de quilômetros percorridos pelo motorista. Em geral, as praças de pedágio ficam a uma distância de cerca de 100 km entre elas, mas para evitar instala-las em perímetros urbanos ou dividindo comunidades, as vezes elas têm de ser deslocadas.
Com relação à praça de pedágio em Sorriso, a abrangência é de 140 quilômetros. Em resumo, o valor por quilômetro é único, não havendo qualquer priorização entre os diferentes pontos da rodovia. Vale lembrar, que a definição do local de instalação das praças de pedágio é de responsabilidade da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com previsão em contrato.
Quanto à duplicação, as obras estão suspensas desde março de 2016, após conclusão e entrega dos 117 quilômetros de rodovia duplicados ao sul de Mato Grosso. A Concessionária chegou a mobilizar dois canteiros de obras em Nova Mutum, no norte, para iniciar a segunda etapa de trabalhos, porém não ocorreu a liberação do financiamento de longo prazo pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e as atividades de duplicação ficaram suspensas.


